Palmeiras espera R$ 54 mi de fundo neste mês e viabilizar até patrocínio
Cheio de dívidas para o ano do centenário, o Palmeiras luta contra a burocracia para receber R$ 54 milhões ainda neste ano. O dinheiro virá de um fundo e será usado para gerar um alívio nas finanças do clube e viabilizar a Caixa Econômica Federal como patrocinadora máster do uniforme.
A informação foi divulgada pelo jornal Lance! nesta quinta e confirmada por membros do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras, que já aprovaram a medida, que diminuiria as dívidas fiscais da agremiação presidida por Paulo Nobre.
O Palmeiras seria agraciado por um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), um método no qual o clube terá cinco anos para quitar essa espécie de empréstimo e com juros mais baixos. A ideia é usar o montante para pagar outras dívidas e, assim, lidar com uma dívida só.
O valor será disponibilizado pelo Banco Votorantim, que terá como garantia um dos contratos do Palmeiras com a Rede Globo em relação aos direitos de transmissão das partidas da equipe. A operação foi aprovada pelo COF desde outubro.
Com a diminuição das dívidas, será possível que o Palmeiras tenha condições de acertar com órgãos públicos. A Caixa Econômica Federal mantém negociações desde o primeiro semestre e deve fechar acordo para expor a marca na frente e nas costas da camisa do clube por cerca de R$ 25 milhões - o time alviverde deseja receber R$ 30 milhões.
Só uma pequena parte dos R$ 54 milhões pode ser usada em contratações. A ideia é que o valor seja repassado como um alívio financeiro, até porque Nobre já ressaltou que os gastos mensais do clube são de R$ 10 milhões e a ideia não é desembolsar altas quantias em contratações.