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Palmeiras chega a 86% da meta de vendas com saída de Allan

Negociação com o Manchester City eleva arrecadação com atletas para cerca de R$ 344 milhões em 2026

26 ago 2026 - 12h26
(atualizado às 12h26)
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Resumo
A venda de Allan ao Manchester City por cerca de R$ 240 milhões elevou a arrecadação do Palmeiras com transferências para R$ 344 milhões em 2026, atingindo 86% da meta anual de R$ 399,6 milhões. O alto valor da proposta levou a diretoria a abrir mão do plano de segurar titulares. O montante total soma a saída de outros dez atletas, com destaque para negociações como as de Facundo Torres e Kaique, além de percentuais mantidos em transferências anteriores.
Allan está a caminho do Manchester City –
Allan está a caminho do Manchester City –
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Jogada10

A venda de Allan ao Manchester City deixou o Palmeiras mais perto da meta de receitas com transferências para 2026. Com o negócio encaminhado por cerca de R$ 240 milhões, o clube calcula ter arrecadado aproximadamente R$ 344 milhões com negociações de atletas no ano. O valor representa 86% dos R$ 399,6 milhões previstos no orçamento.

Para efeito contábil, porém, o Palmeiras considera apenas a parte fixa da venda de Allan. Dos 40 milhões de euros do negócio, o clube contabiliza 37,5 milhões de euros, cerca de R$ 225 milhões. Os outros 2,5 milhões de euros dependem do cumprimento de bônus.

A negociação também muda o cenário planejado pelo Palmeiras. A diretoria decidiu preservar os principais jogadores ao longo da temporada e priorizar o desempenho em campo. No caso de Allan, contudo, o valor oferecido pelo City fez o clube rever essa estratégia.

Allan está a caminho do Manchester City –
Allan está a caminho do Manchester City –
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Jogada10

As outras vendas do Palmeiras

Além de Allan, o Palmeiras inclui outros dez jogadores na conta de receitas com transferências. Entre os principais negócios estão Kaique, vendido ao Sporting por R$ 24 milhões, Facundo Torres, negociado com o Austin FC por  R$ 50 milhões, e Naves, que foi para o Necaxa por R$ 10 milhões.

Além disso, o clube também tem direito a uma parcela da venda de Jhon Jhon pelo Bragantino ao Zenit. Nesse caso, o Palmeiras considera cerca de R$ 20 milhões na receita por manter 20% dos direitos econômicos.

Seis operações menores completam a conta. O Palmeiras recebeu valores por Gabriel Silva, Pedro Lima, Léo Azevedo e Pedro Felipe, além dos empréstimos remunerados de Sorriso ao Al-Fateh e Luighi ao New York City.

Essas seis negociações renderam cerca de R$ 15 milhões. Gabriel Silva gerou R$ 5,67 milhões, Pedro Lima rendeu R$ 3,6 milhões, Léo Azevedo proporcionou R$ 2,58 milhões e Pedro Felipe, R$ 1,96 milhão. Sorriso e Luighi acrescentaram cerca de R$ 257 mil e R$ 1,28 milhão, respectivamente.

O clube não inclui, porém, o mecanismo de solidariedade da Fifa nessa conta. Da mesma forma, a venda de Aníbal Moreno ao River Plate não entra no balanço de 2026. O Palmeiras concluiu a negociação, de 7 milhões de dólares, ainda em dezembro de 2025.

Contudo, antes da venda de Allan, o Palmeiras assumia um risco calculado ao segurar seus principais atletas. Para equilibrar as contas, passou a trabalhar com outras fontes de receita, como premiações, bônus de patrocinadores, bilheteria e o programa Avanti.

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Jogada10
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