Diretoria desconfia de empolgação no Verdão por campanha na Série B
Uma das impressões deixadas pela derrota por 3 a 0 para o Atlético-PR, que eliminou o Palmeiras da Copa do Brasil, foi de possível empolgação. O acesso na Série B do Brasileiro é a prioridade do clube na temporada, e Paulo Nobre deixou Curitiba alertando que a liderança com folga no momento não garantiu nada ainda.
"O Palmeiras não subiu ainda, ao contrário do que falam. Tem que se doar em todos os jogos e não pode ter apatia", cobrou o mandatário, que considera o retorno à elite uma obrigação. E o departamento de marketing nem trabalha com a possibilidade de o time continuar na segunda divisão na temporada do centenário, no ano que vem.
Por isso, os jogadores já são fortemente cobrados. Não será admitida nenhuma influência na Série B da vergonhosa atuação no Paraná. "O Palmeiras precisa voltar a ser Palmeiras para voltar à primeira divisão. A camisa é muito forte, mas não joga sozinho. Quem a veste precisa ter dedicação e raça em campo", falou o presidente.
A empolgação já é uma preocupação para Gilson Kleina. Há duas semanas, o técnico reuniu o elenco na véspera do jogo contra o Paysandu para vetar qualquer euforia. E o papo demorou a dar resultado, tanto que a equipe começou aparentemente sem respeitar o rival, levou 2 a 0 e foi vencer de virada aos 49 minutos do segundo tempo.Mas o treinador protege seus comandados das acusações de ânimos exaltados. "Nunca bateu euforia nem trabalhei em cima da empolgação, mas na realidade. Não vai ser por uma derrota dessas que vamos perder nosso valor. Nunca nos calamos em um patamar acima, sempre falei que temos que provar em todo jogo", disse Kleina.
Ameaçado no cargo, o treinador quer insistir na conversa para retomar a competitividade do Verdão. "Tivemos apatia, e internamente vamos resolver com tranquilidade. O Palmeiras tem que estar na elite no ano que vem e contamos com um elenco de qualidade, mas temos que retomar a chama."
É o que Paulo Nobre exige. Se o problema não for empolgação, que seja apontado qual é o real obstáculo. E que seja anulado. "As cobranças existem normalmente e é necessário ser identificado o que acontece. Precisamos calibrar o time para a segunda metade da Série B, que ainda tem muito chão pela frente", indicou o presidente, lembrando que o time, embora líder com dez pontos de distância para o primeiro clube fora da faixa de acesso, ainda tem 21 rodadas para disputar.