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Paixão por altura: Bob Burnquist pilota helicóptero e arrisca acrobacias em avião

Maior campeão da megarrampa no X Games, Bob gosta de voar alto; seja sobre quatro rodinhas, seja em uma avião. Movido por essa paixão, o skatista já arrisca acrobacias como piloto. "É você no ar fazendo manobra"

23 abr 2013 - 07h30
(atualizado às 08h04)
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Bob Burnquist tem quase 600 horas de voô, uma das paixões do skatista
Bob Burnquist tem quase 600 horas de voô, uma das paixões do skatista
Foto: Mauro Pimentel / Terra

Bob Burnquist tinha sete anos quando pilotou um avião pela primeira vez. Era amigo de um garoto cujo pai possuía uma aeronave. Certa vez, recebeu convite para um voo, sentou na frente com o piloto e comandou o manche brevemente. Aos 36 anos, ele mantém a paixão por voar - em máquinas e no skate – e, sempre que possível, viaja de helicóptero pelo prazer, pelos benefícios e para fugir do trânsito. Com quase 600 horas acumuladas, às vezes, leva os amigos junto.

“Se eu puder, uso o helicóptero sempre”, afirmou. “Se puder voar, vou aos lugares em que preciso e chego em casa a tempo de andar de skate”, completou, citando as rampas que montou no quintal de sua residência na Califórnia, Estados Unidos, onde constantemente recebe outros skatistas para sessões. Lincoln Ueda, Rony Gomes, Carlinhos Zodi, Jake Brown e Elliot Sloan estão entre os que já foram alto junto com Bob.

Sentado na escada de um caminhão colocado na arena dos X Games por um patrocinador, de chinelos e sem seus tradicionais óculos, Bob Burnquist falou com exclusividade ao Terra sobre o prazer de voar. Citou também a experiência no evento – competiu em todas as 19 edições – e comentou sobre o skate quebrado no treinamento do vert na sexta-feira. “Uma vez, quebrei o eixo durante o aéreo. As peças voaram todas. Todo mundo fez “aaaah”. Achei que era porque estava mandando uma manobra legal”.

Bob costuma encerrar as sessões de skate mais cedo para levar os amigos para voar de helicóptero
Bob costuma encerrar as sessões de skate mais cedo para levar os amigos para voar de helicóptero
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Confira a entrevista exclusiva com Bob Burnquist

Terra - Como surgiu essa paixão por voar em aeronaves?

Bob Burnquist - Faz muito tempo que eu gosto de voar. Tinha um amigo que o pai tinha um avião. Ele ia visitar umas fazendas, aí me chamou para fazer um voo. Eu tinha uns sete anos, e ele me deixou pilotar. Eu estava sentado na frente, dei uma pilotada. Isso faz um tempão. Eu também tinha vontade de saltar de paraquedas. Quando eu mudei para os Estados Unidos ficou mais real, porque lá a aviação civil é bem mais desenvolvida, bem mais acessível, então eu comecei a voar e a querer tirar o meu brevê (licença para voar).

Terra - E o paraquedismo?

Bob Burnquist - Quando comecei a saltar de paraquedas, parei de voar um pouco e dei uma afogada nisso. Mas terminei o meu brevê em 2005. Sempre incorporava isso no meu dia-a-dia. Se tivesse que ir para algum lugar mais longe pilotava como treinamento, mas aproveitando também para escapar de trânsito de dar uma curtida

Terra - O interesse pelos helicópteros foi uma coisa natural... 

Bob Burnquist - Uns dois anos atrás teve umas construções em umas freeways nos Estados Unidos, e aí travou a 405. Eu tinha uma reunião com um patrocinador, então meu agente arrumou um helicóptero para a gente tentar chegar lá a tempo. Esse voo abriu minha mente de um jeito, e foi bem na costa, na Califórnia, maravilhoso. O voo foi baixo. Aí eu falei: "cara, vou ter que tirar meu brevê de qualquer jeito. Isso aqui está muito divertido". Corri atrás disso. Tirei e agora fico voando direto.

Bob afirmou que paixão por voar vem desde a infância
Bob afirmou que paixão por voar vem desde a infância
Foto: Instagram / Reprodução
Terra -Você tem um helicóptero em casa então?

Bob Burnquist - O helicóptero é de um leasing de um amigo meu, porque obviamente é caro para caramba. Vou ter que andar muito de skate para comprar um ainda. Ele deixa em casa quando estou lá, aí eu decolo direto. A aviação é um escape da pressão do skate, porque só andar de skate você acaba cansando.

Terra – Se puder voar, prefere isso a ir de carro a compromissos, por exemplo?

Bob Burnquist - Se eu puder, uso o helicóptero sempre. Além de adicionar horas de voo, posso deduzir do Imposto de Renda, porque é trabalho, e ao mesmo tempo prefiro isso a dirigir, até porque o trânsito às vezes é pesado. Se eu puder voar, ainda volto para casa a tempo de andar de skate e não fico muito cansado também, porque a gente corta o tempo pela metade. É muito bom

Terra – Quantas horas de voo você já acumulou?

Bob Burnquist - Tenho quase 600 horas. São 300 de helicóptero e umas 280 de avião.

Terra – Você sempre posta fotos durante as pilotagens, e às vezes outros skatistas colocam imagens deles voando com você. É comum levar os amigos para dar uma volta no helicóptero?

Bob Burnquist - Sempre quando estamos em casa andando de skate, acabo parando uma meia hora antes de o sol se pôr e aí eu decolo. Às vezes, quem está andando comigo acaba decolando também. Acabei voando com o Ueda, o Rony Gomes, Carlinhos Zodi, com o Jake Brown recentemente, o Elliot.

Terra - Já teve algum susto durante os voos, algum problema?

Bob Burnquist - Eu entortei um trem de pouso lá no Rio de Janeiro. Já teve algumas situações. Eu tento não me colocar nessa posição. A gente tenta checar, ter tudo certinho, mas não tive uma emergência real ainda. São muitos treinamento de emergência e coisas assim.

Terra - Você acha que isso tem relação com o skate, com os aéreos que você faz?

Bob Burnquist - Tem tudo a ver. Agora tenho feito umas aulas de acrobacias de avião e, poxa, é tudo manobra no ar. Desde o looping ao parafuso. É você no ar fazendo manobra. É totalmente skate. Tem uma manobra - eu acho que é o hammerhead - que é como se fosse um aéreo: você sobe, e aí o avião desce no movimento. É muito parecido mesmo.

Terra - Você é um dos quatro atletas a participar de todas as edições dos X Games. Por que esse tesão de competir?

Bob Burnquist - Não é nem tesão. É questão de eu estar saudável na hora que tem X Games, e aí eu sou convidado. Acho que enganei bem as pessoas, e aí eles me convidam todo ano. Meu primeiro convite foi quando ganhei no Canadá em 1995 (Slam City Jam). Estamos aí 19 edições depois.

Terra – Em todo lugar que você vai, desde a sessão de autógrafo a uma caminhada até a área de competição, é uma loucura. Você não se cansa disso? De ter que ficar escondido às vezes?

Bob Burnquist - Às vezes as pessoas não entendem, porque existe uma exigência de você estar disponível o tempo inteiro. Imagino que elas passem um tempão querendo me encontrar. Às vezes as pessoas querem bater uma foto com o filho, aí estou numa correria. Isso é realmente frustrante. Eu me ponho no lugar deles porque já tive muita oportunidade de bater foto com um ídolo. É quase que inalcançável. O legal é se proteger ao máximo, fazer o possível, e, quando não dá, não dá

Bob Burnquist é um dos maiores skatistas da história
Bob Burnquist é um dos maiores skatistas da história
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Terra – No treino para o vert, você quebrou o eixo do skate. Isso parece bem incomum, até perigoso

Bob Burnquist - Eu estava usando o mesmo eixo há quase dois anos. Aí eu fiz uma troca. Não sei se foi um “desbalanço”. Troquei só um eixo, e aí o mais pesado quebrou.

Terra - Já tinha acontecido isso antes?

Bob Burnquist - Uma vez, quebrou um eixo no meio do aéreo e eu não percebi. As peças voaram todas. Todo mundo fez "aaaah". Eu achei que estava mandando uma manobra legal. Quando fui voltar, o eixo fincou na madeira e eu fui para o chão. Isso acontece. A gente tem que prestar atenção no equipamento, mas não tem nenhum sinal de você saber que ele está para quebrar. É uma questão de manutenção. Eu deixei “escorrer” um tempão e acabou quebrando.

A reportagem viajou a convite da Oakley

Fonte: Terra
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