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OPINIÃO: Bélgica é eliminada da Copa do Mundo com merecimento e 'ótima geração' fica marcada por fracassos

Sem treinador, seleção belga terá que passar por reformulação extensa

2 dez 2022 - 08h19
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Como diria Vanessa da Mata: 'É só isso. Não tem mais jeito. Acabou, boa sorte.' A 'ótima geração' da Bélgica teve, talvez, a sua última chance de se colocar como protagonista em um grande palco do futebol mundial e novamente fracassou. Ao empatar em 0 a 0 com a Croácia, na última rodada do Grupo F da Copa do Mundo, a seleção belga foi eliminada de forma precoce, ainda na primeira fase, em um jogo que pode ter sido marcante para decretar o fim de uma geração.

Desde a Copa de 2014 com a expectativa de ser uma das seleções mais talentosas do mundo, a Bélgica viveu os últimos oito anos com os holofotes de 'melhor geração da história do país'. No Brasil, a equipe belga foi eliminada nas quartas de finais pela Argentina, vice-campeã daquela edição e com um time bem mais qualificado.

Em 2018, a Bélgica parecia estar no caminho certo para finalmente figurar em uma final de Copa do Mundo. Os Diabos Vermelhos eliminaram o Brasil nas quartas de finais, pegaram a França na semifinal, mas foram derrotados e relegados ao terceiro lugar. Um prêmio de consolação para a equipe belga que parecia estar no seu auge, mas que caiu sem jogar seu melhor futebol.

Já em 2021, os dois primeiros grandes fracassos da geração de ouro do futebol belga. Na Eurocopa, a Bélgica foi eliminada nas quartas de finais pela Itália. Pela Nations League, o pior momento até então: vencia a França por 2 a 0 na semifinal e sofreu uma virada histórica, com direito a gol nos acréscimos, mais uma vez caindo em um momento em que poderia ser campeã.

E no Qatar, no que poderia ser o último ato de uma geração de ouro, um fracasso retumbante. Com uma crise interna e um desempenho apático dentro de campo, a Bélgica foi dominada por seleções mais fracas como Canadá e Marrocos, e quando precisou fazer o resultado contra a Croácia, tropeçou nas próprias pernas e foi incompetente para vencer e se classificar para as oitavas.

A eliminação precoce da Bélgica fica por conta das fracas atuações de jogadores importantes como Kevin De Bruyne, que ficou completamente apagado na Copa do Mundo com zero gols e zero assistências, e Eden Hazard, que foi bancado por Roberto Martínez, agora ex-técnico da seleção, e não mostrou nem um lampejo do que era em 2018. Lukaku, que poderia ter uma crítica atenuada por conta da lesão que o tirou dos dois primeiros jogos, perdeu duas grandes chances contra a Croácia que poderiam dar a classificação.

Courtois talvez tenha sido o único facho de luz de uma apagada Bélgica na Copa do Mundo e foi bem lúcido ao afirmar que 'o futebol decidiu por nós' sobre a eliminação precoce. Afinal, foi justamente a falta de futebol que fez com que a ótima geração ficasse na fase de grupos.

Dominada, apática e sem inspiração: esse é o grande resumo da Bélgica na Copa do Mundo do Qatar. Agora, sem o comando de Roberto Martínez, a seleção belga precisará entrar em um processo de reformulação para focar na transição de uma geração para outra. Resta saber se a nova safra de jogadores belgas terá o mesmo 'hype', mas já encontrará um caminho trilhado pela geração de ouro, que apesar de ter fracassado em todos os torneios que disputou, colocou a Bélgica em um patamar de importância nunca antes colocado.

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