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Após passar 23 dias na cadeia, massagista do Náutico busca provar inocência e tenta entender prisão

Paulo Mariano conta que nem sabia pelo que estava sendo preso quando foi levado do CT do clube para a cadeia

21 mar 2021 19h35
| atualizado às 19h35
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Paulo Mariano, massagista do Náutico, ficou preso por 23 dias no Centro de Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, região metropolitana de Recife, acusado de um assalto a ônibus no dia de Natal de 2018 - ocasião em que estava com familiares e postou fotos nas redes sociais. Livre da cadeia graças a um habeas corpus, o profissional falou sobre o que passou em entrevista ao programa Esporte Espetacular, da Rede Globo.

"Nunca imaginei (ser preso). Desde os 17 anos que eu trabalho. Nunca sonhei pisar nesse lugar. É um sofrimento que só Deus sabe", comentou Mariano, que hoje tem 27 anos.

"Eu não desejo para ninguém. É muito difícil. Muito sofrimento, humilhação. Esquecer... eu não vou esquecer porque só Deus sabe o que passei lá dentro, mas eu vou voltar à minha vida normal, trabalhar pelos meus filhos e levantar a cabeça. Não devo nada não e creio que isso logo vai ser resolvido", afirmou o massagista, que deixou a cadeia na última quinta, dia 19.

Por conta das restrições da covid-19, Mariano não pode ver a família no período em que esteve atrás das grades. Seu único contato foi com os advogados que o representavam. O massagista afirmou ter sido pego de surpresa ao saber que havia policiais atrás dele - que primeiro foram ao Sport, clube em que trabalhava na época que o crime foi cometido, antes de ir ao Náutico. O profissional conta que decidiu permanecer no CT do time alvirrubro, afinal, não tinha nada a esconder. Após sair da cadeia, Mariano diz que nem sabia porque estava sendo levado. E, agora, pretende lutar por sua inocência ao lado da esposa e outros familiares.

Mariano vai responder o processo em liberdade pelo fato de o desembargador Evandro Magalhães Neto considerar que o massagista não tem antecedentes criminais, tem emprego fixo e família estruturada.

O CASO

Os advogados de Paulo Mariano, Fernando Coelho e Virgínia Kelli basearam a defesa sustentando que o massagista não teve relação com o assalto ao ônibus ocorrido no bairro de Joana Bezerra, na área central do Recife. Segundo a defesa, o massagista do Náutico foi confundido com outra pessoa.

Vítimas do crime, como o cobrador do ônibus, disseram ter reconhecido o massagista que, na época, trabalhava na comissão técnica do Sport. No entanto, os advogados de Mariano alegam que ele estava com a família, já que era dia de Natal. A defesa do massagista alegou ainda que ele postou fotos com a mulher e parentes na noite do assalto.

Nesta semana, Mariano ganhou o apoio de jogadores dos elencos de Náutico, Santa Cruz e Sport. Além do time em que trabalhava, o massagista já passou pelo Sport, onde seu pai ainda trabalha, e tem o irmão trabalhando na base do Santa Cruz.

Estadão
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