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"Não há favoritos claros para a Copa do Mundo", diz técnico da Argentina antes de enfrentar o Egito

7 jul 2026 - 00h11
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O técnico da Argentina, ‌Lionel Scaloni, acredita que esta Copa do Mundo tem sido muito equilibrada, com as potências tradicionais encontrando dificuldades para impor seu domínio.

A Argentina, atual campeã, chega à partida das oitavas de final contra o Egito nesta terça-feira após passar por um grande susto contra Cabo Verde.

A equipe de Scaloni venceu ⁠todas as três rodadas da fase de grupos e raramente foi colocada à ‌prova, mas Cabo Verde a levou para a prorrogação. A vitória final da Argentina por 3 x 2 foi recebida mais com alívio do ‌que com comemoração.

A França, vice-campeã há quatro anos, ‌precisou de um pênalti para superar o Paraguai nas oitavas de ⁠final, a Espanha passou por Portugal graças a um gol nos acréscimos, enquanto Brasil e Alemanha já estão eliminados.

"Acho que esta Copa do Mundo está sendo muito complicada para todos, parece que não há um favorito claro", disse Scaloni em uma entrevista coletiva lotada nesta segunda-feira.

"Não há seleções que, como ‌costumávamos ver antes da Copa do Mundo, fossem claras favoritas. As condições também ‌são muito diferentes do que ⁠vimos nas edições ⁠anteriores."

"E entendo que a maioria dos jogadores disputou muitas partidas, o que representa um grande ⁠desgaste físico. E talvez seja por ‌isso que o nível ‌não seja o que estamos acostumados a ver."

"Além do fato de haver quatro ou cinco principais favoritas, essas seleções não estão apresentando o futebol que esperaríamos antes da Copa do Mundo."

Apesar da queda no nível geral ⁠do torneio, na visão de Scaloni, ele está satisfeito com o desempenho da sua equipe até agora.

"O nível da Argentina é aceitável", disse o técnico.

"Vencemos as quatro partidas, e acho que isso é motivo para estarmos satisfeitos. Sempre há coisas que podemos ajustar, ‌mesmo quando se vence."

"Esta Copa do Mundo está difícil. As viagens, o calor, os campos, a grama... às vezes a bola não rola bem. ⁠Há muitos fatores que dificultam realmente mostrar a sua superioridade."

Quando as coisas ficarem difíceis, como aconteceu com a Argentina na última partida, Scaloni acredita que seu time encontrará uma maneira de vencer, mesmo quando não estiver jogando bem.

"Em uma partida, quando as coisas não correm como a gente quer ou o adversário está dificultando as coisas, aí a gente pode recorrer à garra, à intensidade, ao espírito que temos no nosso DNA", disse.

"E isso é algo que esta equipe tem. Aí você pode jogar melhor ou pior, mas quando não consegue jogar bem, precisa de tudo isso. Caso contrário, está fora. Estou convencido de que, se não tivéssemos recorrido ao nosso caráter na última partida, estaríamos fora."

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