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Rainey lembra visita de Frank Williams após acidente: "Momento que mudou minha vida"

Tricampeão das 500cc, o norte-americano lembrou a visita que recebeu de Frank Williams ainda na reabilitação após o acidente em Misano em 1993 que o deixou paraplégico. Rainey considerou que Frank teve um papel vital na trajetória profissional que seguiu após o acidente

2 dez 2021 12h03
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Wayne Rainey lembrou a importância de Frank Williams na trajetória profissional pós-acidente
Wayne Rainey lembrou a importância de Frank Williams na trajetória profissional pós-acidente
Foto: Reprodução / Grande Prêmio

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Wayne Rainey destacou que o impacto de Frank Williams no mundo do esporte a motor vai além da Fórmula 1. O tricampeão das 500cc recordou a visita que recebeu do veterano quando ainda se recuperava de um sério acidente e definiu como um "momento que mudou minha vida".

Em 1993, Rainey sofreu uma queda em Misano, acabou lesionando a coluna e ficou paraplégico. Anos antes, em 1986, Frank tinha ficado quadriplégico depois de um acidente de trânsito.

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Vida de Rainey mudou após acidente em Misano (Foto: Reprodução)

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Ciente da condição de Wayne, Williams optou por visitá-lo na reabilitação e ofereceu conselhos que transformaram a vida do norte-americano. Frank morreu no último domingo, aos 79 anos.

"Depois da minha lesão, passei por uma cirurgia na coluna para colocar algumas hastes", disse Rainey à revista britânica Autosport. "Fiquei, basicamente, engessado por cerca de seis semanas no hospital. E quando tiraram aquilo, pude ir para o que chamam de centro de reabilitação, que é quando o trabalho de verdade começa. É onde você meio que aprende como viver a vida em uma cadeira de rodas e todos os desafios que vão desde se alimentar a se vestir e todas as outras coisas", seguiu.

"Acho que foram seis semanas no primeiro hospital, mas no centro de reabilitação eles queriam que eu ficasse lá por dois meses. Fiquei três semanas e aí recebi uma mensagem de que Frank queria me visitar. Então, na época, eu estava lutando, tentando entender como seria a minha vida", recordou. "Quando Frank chegou, eu vi como ele se portava. Ele chegou no quarto onde eu estava, eu vi a confiança que ele tinha e foi um momento que mudou a minha vida, porque ele me disse: 'Wayne, você está basicamente fudido, mas o melhor que pode fazer é voltar a fazer o que você ama, que são as corridas'", relatou.

Rainey deixou a reabilitação uma semana depois do encontro e manteve contato com Williams ao longo dos anos.

"Eu fui visitar Frank algumas vezes na fábrica dele e fui em algumas corridas de F1 como convidado dele e saí com ele. Com Frank e eu, na maior parte do nosso relacionamento, a primeira coisa que ele dizia quando conversávamos era: 'Como está sua saúde?'. Toda vez ele parecia verdadeiramente preocupado, pois se a saúde está boa, você pode fazer qualquer coisa que queira na vida. Ele sempre frisava para eu me cuidar. Muitas coisas podem acontecer quando você vive em uma cadeira como nós vivemos, então ele defendia que cuidássemos da saúde primeiro", falou.

Assim como Frank, Wayne também seguiu ligado ao esporte. De 1994 a 1998, ele tocou uma equipe nas 250cc e nas 500cc com a ajuda de Kenny Roberts. Quando voltou as Estados Unidos, trabalhou para levar a MotoGP a Laguna Seca em 2003 e, desde 2015, comanda o MotoAmerica, o campeonato local de onde saíram nomes como Garrett Gerloff, Joe Roberts, Cameron Beaubier e Sean Dylan Kelly.

"Fui tricampeão, tinha 33 anos e com essa mudança drástica na minha vida, não tinha muito um caminho a seguir. Não tinha muitas pessoas para conversar ou pessoas que eu respeitasse, que entendessem a mentalidade do mundo das corridas. Frank, ele era um competidor de nível mundial quando se machucou, e vi que dava para manter a mente funcionando com as corridas e o corpo seguiria", declarou Rainey. "Voltar lá e colocar a cabeça para focar no lado do negócio das corridas, e fazer isso na minha situação, não sabia para onde isso ia me levar. Acabei virando proprietário de equipe, aí quando decidi parar de viajar o mundo, voltei para os Estados Unidos e ajudei a organizar o GP dos Estamos Unidos em Laguna Seca", afirmou.

"E agora sou presidente do MotoAmerica e estamos indo para o oitavo. Então, sem aquela conversa com Frank naquele dia, tenho certeza que nada disso teria acontecido comigo na minha carreira", concluiu.

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