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Motociclismo

Oliveira fala que "diferença de pensamento" causou saída da KTM: "Afastamento natural"

Miguel Oliveira recusou a mudança que a KTM queria promover para 2023, colocando-o na Tech3, que passaria a correr com a marca GasGas. Uma divergência de pensamentos que levou a parceria a um rompimento natural

17 jan 2023 - 12h31
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Miguel Oliveira deixou a KTM e vai correr na RNF, satélite da Aprilia
Miguel Oliveira deixou a KTM e vai correr na RNF, satélite da Aprilia
Foto: Philip Platzer/Red Bull Content Pool / Grande Prêmio

Miguel Oliveira terá um novo desafio pela frente na MotoGP em 2023 na RNF, que será satélite da Aprilia, mas a saída da KTM acabou sendo um tanto surpreendente, uma vez que a fábrica austríaca não tinha intenção de encerrar o vínculo com o português. No entanto, após a reestruturação promovida pela marca, o fim da parceria acabou se dando de forma "natural".

Ao canal português Antena, Oliveira deu detalhes sobre o que o levou a deixar a KTM e ir para a RNF formar dupla com Raúl Fernández. Segundo o piloto, ele e o time começaram a trilhar caminhos diferentes, mas garante que não viu um "mau comportamento".

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"Não diria que a KTM agiu mal comigo", avaliou Oliveira. "Apenas tínhamos formas de pensar diferentes. A reestruturação da equipe casou com a vontade de ter um piloto diferente de mim", salientou.

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Miguel Oliveira acredita que pode ser campeão em breve na MotoGP
Miguel Oliveira acredita que pode ser campeão em breve na MotoGP
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

Antes da mudança, Miguel havia recebido uma oferta para renovar o contrato com a KTM, mas com a condição de estar aberto a aceitar voltar para a satélite Tech3 — uma vez que a vaga dele foi para Jack Miller. Oliveira negou. Fazia questão do lugar na equipe de fábrica, que julgou ter feito por merecer. O que o competidor de Pragal não sabia, porém, é que a Tech3 seria uma equipe de fábrica. Só que de outra fábrica: a GasGas, marca espanhola do grupo Pierer Mobility que vai entrar na MotoGP em 2023.

Na prática, é uma operação cosmética: a moto é a mesma RC16 da KTM, mas o protótipo vai vestir vermelho e carregar a marca espanhola. A promessa é de status de fábrica, com atualizações seguindo o mesmo cronograma do time laranja, onde estarão Miller e Brad Binder.

"Essas discordâncias causaram um afastamento natural entre nós", seguiu na entrevista. "Não que a porta não estivesse aberta, porque eles realmente queriam que eu ficasse e corresse com a GasGas, que é basicamente uma KTM pintada de vermelho", continuou.

"A ideia era trazer de volta a marca GasGas e ter uma dupla de pilotos ibéricos, pois a marca também é. Queriam um piloto espanhol e um português, mas não gostei tanto da ideia. Sinceramente, acredito que há momentos em que precisamos de uma mudança. E há oportunidades que só aparecem uma vez, você precisa aproveitá-las. Estava ansioso por essa mudança e sair da minha zona de conforto", completou Oliveira.

"A KTM me proporcionou muito conforto em minha carreira. Tinha os próximos quatro anos da minha vida garantidos. Mas, no fundo, sabia que não era o que eu queria. Queria experimentar novas oportunidades e ser, de fato, campeão do mundo, o que acredito que acontecerá em breve", encerrou o piloto.

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Grande Prêmio
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