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Motociclismo

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MotoGP: Yamaha será fornecedora exclusiva da Moto3 a partir de 2028

Mudança na categoria de acesso a MotoGP introduzirá motos padronizadas, com foco em segurança e maior equilíbrio entre os pilotos.

25 jun 2026 - 13h30
(atualizado às 13h31)
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Foto: MotoGP / Reprodução

A Moto3 passará por uma das maiores transformações de sua história a partir de 2028. Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (26), durante o Grande Prêmio da Holanda de MotoGP, foi confirmado que a Yamaha será a fornecedora exclusiva de motos da categoria de entrada do Mundial, encerrando o atual modelo de competição entre fabricantes.

A mudança marca o início de uma nova fase para a Moto3, que desde 2012 utiliza motores de 250cc e quatro tempos, substituindo as antigas motocicletas de 125cc e dois tempos. A partir de 2028, o campeonato passará a contar com uma moto única desenvolvida pela fabricante japonesa, cujo modelo definitivo ainda será revelado.

Segundo os organizadores, a futura máquina utilizará uma versão altamente modificada do motor da Yamaha R7 combinada a um chassi protótipo da marca. O conjunto deverá entregar cerca de 90 cavalos de potência, pesar 120 quilos e apresentar desempenho superior ao das atuais motos da categoria.

O diretor esportivo da MotoGP, Carlos Ezpeleta, destacou os objetivos da mudança.

“Este é um passo importante para a segurança, a igualdade dos pilotos, a qualidade das corridas e o alinhamento da formação dos competidores rumo ao MotoGP”, afirmou.

A adoção de uma moto única também aproxima a Moto3 do modelo já utilizado na Moto2, que conta com motores padronizados fornecidos pela Triumph Motorcycles, embora mantenha a liberdade para diferentes construtores desenvolverem os chassis.

Com a nova configuração, a categoria júnior deverá reduzir a diferença técnica e de desempenho em relação à Moto2, criando uma transição mais natural para os jovens talentos que buscam chegar à elite do motociclismo mundial.

A decisão também encerra a disputa tecnológica entre fabricantes que atualmente caracteriza a Moto3. Hoje, a categoria conta principalmente com motos da KTM e da Honda. Apesar da existência de limites de custos para motores, câmbios e outros componentes, a concorrência entre as marcas frequentemente gera pressões financeiras adicionais na busca por vantagem competitiva.

A expectativa dos organizadores é que a padronização reduza custos, aumente o equilíbrio entre os pilotos e fortaleça o papel da Moto3 como principal porta de entrada para as futuras estrelas do Campeonato Mundial de MotoGP.

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