MotoGP: Raúl Fernández comenta sobre novo protocolo de largada: “Haverão mais penalidades"
Espanhol apoiou o aumento do espaço no grid, mas demonstrou dúvidas sobre o fim do dispositivo dianteiro
Nas últimas semanas, as discussões sobre segurança voltaram a ser o centro das atenções no paddock da MotoGP, principalmente após o grande incidente na largada do GP da Hungria, onde Jorge Martín caiu e, consequentemente, derrubou Raúl Fernández, Fabio Di Giannantonio e Marco Bezzecchi, seu companheiro de equipe.
Como resposta, a MotoGP aboliu a partir do GP da Holanda, que decorre entre os dias 26 e 28 de junho, os dispositivos de largada dianteiros. A partir do GP da Alemanha, entre os dias 10 e 12 de julho, será aumentado o espaçamento entre as motos no grid de largada.
Raúl Fernández comentou sobre os novos protocolos, afirmando que o desempenho dos pilotos na largada poderá ser até pior sem o dispositivo, usando Izan Guevara como exemplo:
“Em Brno começamos a fazer algumas coisas sem o dispositivo da frente e foi bastante estranho porque, com certeza, chegaremos com menos velocidade na primeira curva, mas acho que não é 100% seguro.
“Se você observar o que aconteceu com Izan no GP da Hungria, quando ele empinou a moto na reta e recebeu uma penalidade, verá que haverão muitas penalidades porque, sem nenhum dispositivo na parte dianteira da moto, empinar é mais fácil.”
O piloto comentou sobre o tempo de adaptação, que poderá causar situações similares com mais frequência:
“Então, vocês verão que nas duas ou três primeiras corridas em que não usarmos essa configuração, teremos muitos wheelies e muitas mudanças de direção. Talvez seja até pior.”
Ao ser questionado também sobre o aumento dos espaços, o piloto elogiou a decisão.
“Sobre o espaço em grade, acho que pode ser uma boa opção. Mas eu realmente não entendo sobre o dispositivo, porque se você precisa remover, para mim você precisa remover os dois, não apenas um. Porém, sei que é bastante difícil, no meio do ano, mudar muitas coisas na moto.”
Nesta sexta-feira (26), a MotoGP retorna às pistas para a realização do GP da Holanda, em Assen.
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