MotoGP anuncia mudanças nas largadas
Comissão do GP aprova alterações para aumentar a segurança e reorganizar a distribuição das motos no campeonato
A Comissão do Grande Prêmio anunciou nesta segunda-feira (22) mudanças no regulamento do Mundial de Motovelocidade que começam a entrar em vigor ainda nesta temporada e seguem até 2028. Entre as decisões estão o fim dos dispositivos de holeshot na MotoGP, um novo espaçamento no grid de largada para todas as categorias e um limite de motos por fabricante a partir de 2028.
MotoGP elimina dispositivo de holeshot após testes das equipes
A primeira alteração passa a valer já no GP da Holanda e envolve a retirada dos Front Ride Height Devices, conhecidos como holeshot devices, da categoria MotoGP.
O sistema era utilizado principalmente no momento da largada e funcionava reduzindo temporariamente a altura da dianteira da moto. Com isso, os pilotos conseguiam diminuir a tendência de empinar e melhorar a aceleração nos primeiros metros.
Segundo o comunicado oficial, a decisão foi tomada após consultas com as equipes e depois que os pilotos tiveram oportunidade de testar novas condições de largada em sessões extras de treino.
Sem o dispositivo, a expectativa é que as saídas passem a depender mais do controle do piloto e menos de recursos mecânicos.
Grid de largada terá mais espaço entre as motos em todas as categorias
Outra mudança entra em vigor a partir do GP da Alemanha e será aplicada em todas as classes do Mundial. Atualmente, o espaçamento vertical entre as filas do grid é de 3 metros. Com o novo regulamento, essa distância aumenta para 4 metros.
Na prática, o espaço total ocupado por cada fila de três pilotos passa de 9 para 12 metros, enquanto o número de motos por fila permanece inalterado. De acordo com a Comissão, a alteração busca aumentar a segurança durante as largadas, reduzindo situações de proximidade excessiva nos primeiros metros das corridas.
Fabricantes terão limite de seis motos a partir de 2028
Também foi aprovada uma medida de longo prazo para a MotoGP. A partir de 2028, cada fabricante poderá ter no máximo seis pilotos utilizando suas motos no grid, considerando equipe oficial e equipes satélites. Na prática, isso significa que cada montadora poderá abastecer até duas equipes além da própria estrutura, desde que existam ao menos cinco fabricantes competindo no campeonato.
A medida busca equilibrar a distribuição técnica dentro do grid e limitar a concentração de motos de uma única marca.
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