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Motociclismo

MotoGP se vê "muito ajudada" por popularidade da F1, mas evita pegar referência

Carmelo Ezpeleta, chefe da MotoGP, disse que a popularidade da F1 é positiva para a classe rainha das motos, mas reconheceu que a elite do automobilismo mundial está no topo quando o assunto é espetáculo

26 dez 2022 - 12h16
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A MotoGP terá sprints como na F1, mas em todas as etapas
A MotoGP terá sprints como na F1, mas em todas as etapas
Foto: Gold & Goose/ Red Bull Content Pool / Grande Prêmio

A partir do próximo ano, a MotoGP terá uma de suas maiores mudanças no formato do fim de semana, com a adoção das corridas sprint aos sábados em todas as etapas — conceito que lembra a Fórmula 1, embora o chefe da classe rainha, Carmelo Ezpeleta, evite falar em claras referências. O dirigente admitiu que não há como superar a principal categoria do automobilismo mundial quando o assunto é espetáculo, mas que a popularidade da 'rival' ajuda bastante.

As corridas curtas se assemelham à F1, embora o formato que será introduzido na MotoGP em 2023 se aproxime mais do Mundial de Superbike, que conta com rodadas triplas. Já na categoria rainha dos monopostos, as sprints acontecem em apenas alguns fins de semana e definem o grid de largada para a prova principal, no domingo — ao contrário do que será visto nas motos.

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Carmelo Ezpeleta fez um paralelo entre a F1 e a MotoGP
Carmelo Ezpeleta fez um paralelo entre a F1 e a MotoGP
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

"Em nível de show, a Fórmula 1 está no topo dos esportes a motor", declarou Ezpeleta à versão espanhola do site Motorsport. com. "Nossa obrigação é ganhar popularidade, mas sem ter a F1 como referência", ponderou.

"A F1 ser popular nos ajuda muito. É fato que eles têm crescido muito ultimamente, e não acho que seja exclusivamente por causa de Drive to Survive, embora tenha claramente ajudado. Acredito que a popularidade vem em ondas. Recentemente, a F1 teve problemas, e nós éramos o melhor dos melhores. O que você tem de tentar fazer é focar em si mesmo e trabalhar em busca da sua melhor capacidade", completou Ezpeleta.

Com a mudança, o sábado da MotoGP ficou da seguinte forma: uma sessão de treino livre de 30 minutos pela manhã (semelhante ao TL4 atual, que acontece antes do Q1), com Q1 e Q2 acontecendo na sequência. A tarde fica livre, então, para a realização da sprint. Quanto aos domingos, permanecem da mesma forma, com a prova principal em conjunto com as etapas da Moto2 e Moto3.

Ezpeleta explicou ainda que a redução nas sessões de aquecimento foi o que possibilitou a novidade. As corridas sprint são fruto de uma pesquisa online conduzida pelo campeonato com fãs. O questionário trazia uma pergunta especifica sobre provas de tiro curto.

"Desde o primeiro momento, tínhamos certeza de que elas deveriam ser incorporadas em todas as corridas. Se a intenção é impulsionar a atividade aos sábados, tem de ser padronizado", continuou o dirigente. "Além disso, esse novo formato tem outro efeito, aos domingos."

"Com o fim dos warm-ups da Moto2 e da Moto3, e a diminuição do warm-up da MotoGP, uma janela se abriu, mais atividades promocionais podem ser feitas com os pilotos. Tanto nos circuitos quanto nas TVs. Essa iniciativa foi recebida com grande entusiasmo pelos promotores locais e operadores, o que não pode ser feito é oferecer a mudança para apenas alguns GPs e outros não", finalizou o chefão da MotoGP.

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