MotoGP: Raúl Fernández destaca segundo lugar na Indonésia após pilotar com dedo quebrado
O piloto da Trackhouse fraturou o indicador durante a Sprint e competiu no GP mesmo com dores no local
Raúl Fernández conquistou o segundo lugar no Grande Prêmio da Indonésia, realizado em Mandalika neste domingo (11). O piloto espanhol largou da pole position e se manteve na liderança por boa parte da corrida, perdendo a posição para Marco Bezzecchi.
A participação do piloto da Trackhouse na sessão era dúvida desde ontem. Durante a Sprint, Fernández e Bezzecchi se envolveram em um incidente na primeira curva após a largada e o espanhol quebrou um dedo na mão direita, a mesma que utiliza para frear.
Na coletiva de imprensa após a corrida, Raúl comentou sobre os testes realizados na manhã de domingo para ver se estava apto para competir:
“Esta manhã, quando acordei, sentia muitas dores e percebi que não conseguia mexer o dedo. O problema é que o dedo que quebrei é precisamente aquele que utilizo para frear. A questão, para mim, não era se conseguia subir na moto, mas sim como iria conseguir frear.”
“Por isso, fui diretamente para o circuito. Quando cheguei, falei com alguns mecânicos e, digamos, comecei a fazer algumas adaptações um pouco improvisadas na moto, no guidão, para tentar manter a mão na posição correta.”
O piloto revelou que além de alterações na moto, se viu obrigado a adaptar o próprio corpo para conseguir competir naquela situação:
“Eles fizeram algumas alterações que me fizeram sentir confortável, e eu disse: ‘Está bem, vamos experimentar no warm-up e depois veremos se consigo fazer a corrida’. Durante o warm-up, alterei um pouco a posição do meu corpo. Ao frear, comecei a utilizar o segundo dedo e me senti bem. Então, disse: ‘Está bem, vamos tentar fazer a corrida’.
Largando da primeira posição, Raúl se manteve na ponta da corrida por grande parte da sessão. Mas, com a lesão, não conseguiu manter a sequência, visto que começou a sofrer com a força aplicada na região.
“A corrida foi muito positiva. Tentei manter o meu ritmo, não pensar muito no dedo e continuar acompanhando o Marco, mantendo a diferença para ele. Mas, depois de 10 ou 11 voltas, comecei a sentir dores e a cometer alguns erros. Alarguei um pouco a trajetória nas curvas 1 e 10.”
“Nesse momento, disse para mim mesmo: ‘Está bem, se conseguir me manter no pódio já ficarei satisfeito. Depois, o Marco me ultrapassou e eu me mantive concentrado.”
O piloto destacou a conquista do segundo lugar após ter realizado uma corrida em condições difíceis a nível físico, agradecendo também todo o apoio da equipe.
“Consegui um pódio muito importante, porque hoje foi uma corrida que exigiu muito de mim a nível mental. Obrigado à minha equipe, que sempre acreditou em mim. Tentaram me apoiar e fizeram todas estas adaptações improvisadas que me permitiram sentir que conseguia fazer tudo por eles.”
Com pausa no próximo fim de semana, MotoGP retorna apenas entre os dias 23 e 25 de outubro, em Phillip Island, para o último GP no histórico circuito Confira aqui os horários e onde assistir ao GP da Austrália.
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