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Com M1 defasada, Morbidelli vê performance despencar. E em momento chave para Yamaha

Vice-campeão do ano passado, o ítalo-brasileiro segue correndo com a mesma moto de 2019 que usou em 2020, o que afetou a competitividade. Se os resultados mais discretos não fossem um problema por si só, o piloto natural de Roma ainda sofreu uma lesão que mantê-lo afastado das pistas justo no momento em que a Yamaha busca um substituto para Maverick Viñales

25 jul 2021 04h47
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Moto defasada é desafio para Franco Morbidelli em momento chave na MotoGP
Moto defasada é desafio para Franco Morbidelli em momento chave na MotoGP
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

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Franco Morbidelli viu a performance despencar na comparação com o ano passado na primeira metade da temporada 2021 da MotoGP. Ainda preso à YZR-M1 de 2019, o ítalo-brasileiro conseguiu pouco mais do que a metade dos pontos que somou nas primeiras nove corridas do campeonato anterior.

Filho de mãe brasileira, o piloto nascido em Roma começou o ano indevidamente desprivilegiado. Vice-campeão de 2020 ― e com apenas 13 pontos de atraso para o campeão Joan Mir ―, Franco merecia mais do que uma moto defasada, mas a alegação da Yamaha foi que faltou tempo e dinheiro para disponibilizar equipamento melhor.

Lesão no joelho tirou Morbidelli de ação em Assen (Foto: SRT)

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O campeonato passado mostra que a YZR-M1 de 2019 não é uma moto ruim. Afinal, foi com ela que ele conquistou duas poles, três vitórias e um total de cinco pódios em 14 corridas. Só que este protótipo, que está na terceira temporada da biografia, não evoluiu. A máquina defasada da casa de Iwata não acompanhou o passo dado nem pela própria Yamaha e nem pela concorrência.

Assim, ao optar por manter Morbidelli com uma moto ultrapassada, os japoneses do time dos três diapasões deixaram o titular da SRT fragilizado. De todos os quatro pilotos da marca, Franco é quem tem o equipamento mais fraco.

Ano passado, Morbidelli conseguiu 77 pontos nas primeiras nove corridas de um campeonato reduzido. Desta vez, foram só 40, apenas pouco mais do que a metade. Para piorar, o piloto sequer conseguiu completar nove largadas neste ano, já que teve de se afastar da MotoGP para operar o joelho esquerdo por causa de lesão no menisco e no ligamento cruzado anterior.

Por causa da extensão da lesão, o período de recuperação é longo. Franco deu sorte com as cinco semanas de férias, mas a SRT espera contar com ele novamente apenas no GP de San Marino e da Riviera de Rimini. Ou seja, a expectativa da equipe malaia é que ele perca ainda outras duas corridas neste ano.

O cenário é ruim por si só, mas fica ainda pior com uma análise mais ampla. Neste momento, a Yamaha busca um titular para o time de fábrica em 2022. Maverick Viñales tinha contrato, mas pediu para sair ao fim do campeonato atual depois de acumuladas decepções. A fábrica japonesa precisa de um novo par para Fabio Quartararo.

Recentemente, Miguel Oliveira contou que foi procurado pela marca dos três diapasões, um sinal de que a opção por Morbidelli não é tão óbvia assim. O português garantiu que vai cumprir o contrato que tem com a KTM para 2022, mas o fato de ter sido procurado é um indicio de que a Yamaha não tem tanta certeza assim em promover o ítalo-brasileiro.

Em um cenário como esse, Morbidelli precisava estar na pista. E bem. O piloto tinha de lembrar a Yamaha da capacidade que tem e do que pode fazer com a YZR-M1. E casa de Iwata também podia ter em mente que não ao piloto as melhores condições de trabalho.

2020 mostrou que Franco pode dar voos mais altos.

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