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MMA

A. Silva muda equipe, vai para Tailândia e fica perto da família para vencer

27 dez 2013 - 08h07
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Anderson Silva viajou menos e fez grande parte dos seus treinamentos na X-Gym, no Rio de Janeiro
Anderson Silva viajou menos e fez grande parte dos seus treinamentos na X-Gym, no Rio de Janeiro
Foto: Divulgação

Anderson Silva caiu. Desabou na luta em que poucos esperavam ver aquela cena. Chocou o mundo ao ser nocauteado no UFC 162, em julho. E surpreendeu mais, ainda no octógono, ao dar indícios de que iria se aposentar. Não precisava tanto: o que Anderson tinha que fazer era buscar mudanças. E depois de agendar a revanche contra seu algoz Chris Weidman, ele realmente tomou atitudes para voltar a vencer. Resolveu se aperfeiçoar e ficar mais forte. Não apenas fisicamente, mas também mentalmente.

Não foram mudanças radicais. Anderson e sua equipe, não se sabe o porquê, tentam sempre dizer que a preparação foi normal. Mas nas entrelinhas ficam as dicas do que aconteceu de verdade: o brasileiro se afastou de membros da equipe que o atrapalhavam, reencontrou suas raízes em treinos de muay thai e tomou cuidado para ficar mais próximo da família.

Este último item citado é o mais importante. Afinal, a ameaça de se aposentar, após a derrota, aconteceu porque Anderson queria ficar mais perto dos filhos. E ele montou uma programação para que isso realmente acontecesse. "Agora ele viajou mais cedo, ficou mais tempo com a familia e foi bom para a cabeça dele. Ele se dedica 100% para a família", explicou Cesário Bezerra, um dos treinadores de boxe de Anderson, apoiado por Rogério Camões, preparador físico: "ele está com a família dando todo o suporte em sua casa, que fica muito próxima do local de treinos. Isso faz uma grande diferença no final", reforçou Camões.

dezembro Anderson Silva posta foto com a família: 'Minha Turma do Didi'
dezembro Anderson Silva posta foto com a família: 'Minha Turma do Didi'
Foto: Reprodução

Anderson provou inclusive no Twitter, durante os últimos cinco meses, que a família estava sendo importante, já que publicou diversas fotos com os filhos. Ele inclusive teve que superar um problema com uma das filhas, Kaory - ela disse que nunca gostou do pai ser lutador. Mas de acordo com Anderson, agora ele está com todo apoio em casa. "Treinei muito, principalmente a parte mental. Passei mais tempo com meus filhos e minha esposa. Vencer essa luta é muito importante para mim, para minha família, para meus treinadores e para o meu legado", afirmou recentemente.

Com a intenção de passar mais tempo perto dos filhos, uma das táticas usadas por Anderson foi administrar melhor as viagens que ele precisa fazer. Desta vez, claramente optou por agendá-las mais cedo, no começo da preparação, e ficar mais relaxado e concentrado na reta final. Em agosto e setembro, por exemplo, ele participou de diversos programas e eventos pelo Brasil, gravou propagandas e treinou nos Estados Unidos.

Foi neste período também que aconteceu uma viagem especial: de forma sigilosa, Anderson foi para a Tailândia, país onde nasceu o muay thai. É um esporte que sempre foi uma das melhores armas do brasileiro, mas ele queria reencontrar alguns mestres e se aperfeiçoar. "Ele fez uns treinos, mas não acredito que pode mudar muita coisa. Não é nada demais. O muay thai dele é muito bom, é um lutador completo", explicou Cesário, que recomenda a luta em pé para Anderson: "na hora da luta tudo é muito imprevisível, mas acredito que não seria uma boa levar a luta para o chão".

Rogério Camões acompanha trabalho aeróbico de Anderson Silva
Rogério Camões acompanha trabalho aeróbico de Anderson Silva
Foto: Divulgação

Outra forma de reforçar o treino de muay thai foi reatar a amizade com Fabio Noguchi, um de seus primeiros treinadores, de quem recebeu a faixa-preta do esporte. Eles tinham se desentendido por causa de um programa da Rede Globo, no ano passado, mas agora está tudo bem. A participação dele nos treinos foi pequena, mas já pode ajudar o equilíbrio mental de Anderson.

E a mudança na equipe não foi apenas essa. Anderson tinha sido muito criticado por ter muitas pessoas ao seu redor durante a preparação para a primeira luta contra Chris Weidman. Cesário, que foi quem disparou essa polêmica no passado, afirma que a equipe diminuiu e agora está tudo bem. Mas não acredita que isso aconteceu só por causa dos seus conselhos: "ele mudou porque achou que tinha que mudar. Era muita gente que nem era treinador, tinha muita gente de fora e por isso ele diminuiu. Mas não posso citar os nomes", escondeu.

Os mistérios não param por aí: Cesário não quis sequer revelar quem vai ficar no córner de Anderson durante a luta. Serão as pessoas responsáveis por orientar o brasileiro durante os rounds e nos intervalos. As provocações do brasileiro a Weidman, que podem acontecer de novo, podem ser controladas por esses treinadores. Mas ainda não se sabe quem terá essa missão. É uma das poucas mudanças que ainda não foi possível encontrar nas entrelinhas.

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Fonte: Terra
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