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Seleção Brasileira

Recordar é viver: há 50 anos, Brasil derrotava a Romênia na Copa-70

Sem a dupla Gérson/Rivellino e encarando um rival muito violento, Seleção faz 3 a 2 e se garante em primeiro lugar no Grupo 3, avançando para as quartas de final

10 jun 2020
13h18
atualizado às 13h32
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Há 50 anos, no dia 10/6/1970, o Brasil enfrentou a Romênia pela última rodada do Grupo 3 da fase de grupos da Copa do Mundo do México. O time treinado por Zagallo vinha de duas vitórias (4 a 1 Tchecoslováquia e 1 a 0 Inglaterra), mas ainda não tinha a classificação assegurada, pois se perdesse por três gols e a Inglaterra vencesse o jogo, os Canarinhos terminariam em terceiro e seriam eliminados. No fim, o triunfo de 3 a 2 valeu a ponta. E é este jogo que o L! relembra.

Com Fontana (terceiro da direita para a esquerda) na zaga, Brasil encarou a Romênia (Foto: Acervo CBF)
Com Fontana (terceiro da direita para a esquerda) na zaga, Brasil encarou a Romênia (Foto: Acervo CBF)
Foto: Lance!

O jogo

Como era esperado, o Brasil entrou em campo para enfrentar a Romênia sem dois titulares - Gérson e Rivelino - ambos de meio de campo, machucados. Zagallo escalou Piazza e Clodoaldo como volantes. Clodoaldo ficou mais à frente e Piazza, volante de origem que vinha atuando como zagueiro, voltou à posição natural. Paulo Cesar Caju era o terceiro no meio de campo. Na zaga, Everaldo foi mantido como titular da lateral esquerda e o vascaíno Fontana entrou para formar dupla de área com Brito. Na frente, Jairzinho, Pelé e Tostão.
Logo de cara se viu que Caju faria a função de Rivellino, caindo pela esquerda muito mais do que Tostão, tipo um 9, e Pelé chegando na área. Os primeiros minutos foram ótimos. O Brasil criou chances de gol em profusão: Caju chutou na trave; o time fez 1 a 0 com Pelé, de falta, aos 19 minutos; e ampliou com Jairzinho numa jogada excepcional de Caju pela esquerda. Uma maravilha.

Só que quatro coisas, ao mesmo tempo, mudaram o jogo.

1 - A Romênia passou a marcar com violência, caçando o ataque do Brasil, principalmente Jairzinho; 2 - O treinador romeno tirou o goleiro Adamache, que estava nervoso e largava tudo; 3 - O Brasil recuou para jogar no contra-ataque; 4- A Romênia partiu para cima e viu que a zaga do Brasil, principalmente Fontana, estava muito mal.

Assim, num cochilo, a Romênia diminuiu. O Brasil teve um gol anulado de Pelé e o primeiro tempo ficou no 2 a 1.

Veio o segundo tempo. O Brasil, mesmo jogando mal, chegou ao terceiro gol num lance pela direita: Tostão deu um passe de calcanhar que matou a defesa e Pelé, se atirando na bola, colocou para as redes.

Na reta final, o Brasil estava com Marco Antônio na lateral esquerda. O jogador do Fluminense substituiu Everaldo. Edu entrou no lugar de Clodoaldo. Com isso, Tostão e Caju recuaram e o Brasil deu ainda mais espaço para o adversário. Acabou levando o segundo gol. E passou sufoco nos minutos finais (embora Tostão tenha perdido um gol feito). Fim de jogo: o placar ficou no 3 a 2. Brasil em primeiro no Grupo 3. Nas quartas, dia 14/6, o rival seria o Peru, treinado por Didi. A Inglaterra se classificou em segundo lugar e enfrentaria a Alemanha nas quartas.

BRASIL 3 X 2 Romênia
Jogo 3 da Seleção na Copa 1970 (Grupo 3)

DATA: 10/6/1970
LOCAL: Estádio Jalisco, Guadalajara (MEX)
Público: 50.804
Árbitro: Ferdinand Marshall (AUT)

Brasil: Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Fontana e Everaldo (Marco Antonio, 15'/2T); Piazza, Clodoaldo (Edu, 29'/2T) e Paulo Cesar Caju; Jairzinho, Pelé e Tostão. T: Zagallo

Romênia: Adamache (Raducanu, 27'/1T); Satmareanu, Mocanu, Dumitru e Pupescu; Dinu, Dembrowski e Nunweiller; Lucescu, Neagu e Dumitrache (Tataru, 27'/2T) T: Angelo Niculescu

Gols: Pelé, 19'/1T (1-0), Jairzinho, 22'/1T (2-0), Dumitrache, 34'/1T (2-1), Pelé, 22'2T (3-1) e Dembrowski, 39'/2T (3-2)

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Lance!
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