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PF aponta que Nuzman tentou obstruir investigações

Detido na manhã desta quinta-feira, presidente do COB detinha 16 barras de ouro. Investigações apontam tentativa de ocultar patrimônio

5 out 2017
10h57
atualizado às 11h13
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A prisão de Carlos Arthur Nuzman, ocorrida na manhã desta quinta-feira, evidenciou o aumento de patrimônio do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). De acordo com informações da ESPN, a deflagração da Operação Unfair Play (um dos desdobramentos da Operação Lava-Jato) indica obstrução das investigações sobre ocultação patrimonial.

O decorrer das investigações mostra que Carlos Arthur Nuzman ampliou em 457% o valor de seu patrimônio nos últimos dez anos. Porém, a declaração de seus rendimentos não está indicada de forma clara.

Durante cumprimento de mandato de busca e apreensão ocorrido em setembro, foi achada uma chave de banco suíço. Além disto, Nuzman declarou, por meio da Retificação Federal, que detinha 16 barras de ouro (cada uma, com peso de um quilo) no exterior. O valor de todas as barras soma atualmente R$ 2.072.960,00.


Além de Nuzman, detido sob acusação de intermediação na compra de votos para o Rio de Janeiro ser a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, foi preso nesta quinta-feira Leonardo Gryner, ex-diretor de operações da Rio-2016 e um dos auxiliares do presidente do COB.

Nuzman foi detido na manhã desta quinta-feira (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)
Nuzman foi detido na manhã desta quinta-feira (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)
Foto: LANCE!
LANCE!

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