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Pênalti sofrido por Kane em agarra-agarra indica mudanças. Entenda

Ao 'The Sun', Pierluigi Colina, ex-árbitro e hoje integrante da comissão de arbitragem, comenta infração marcada contra Panamá e diz que regra está mudando neste lance

29 jun 2018
16h12
atualizado às 16h18
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Quem acompanhou a goleada da Inglaterra diante do Panamá pode ter pensado: o árbitro contribuiu no placar elástico. Foram dois pênaltis assinalados - um deles, o segundo, em cobrança de escanteio no tradicional 'agarra-agarra' dentro da área. Em um primeiro instante, a jogada parecia normal. Mas, a partir de agora, o torcedor pode se acostumar a ver mais infrações marcadas como essa. O LANCE! explica.

(Foto: AFP/JOHANNES EISELE)
(Foto: AFP/JOHANNES EISELE)
Foto: Lance!

Segundo publicação do jornal inglês 'The Sun', a ordem de ser mais rigoroso com esse tipo de jogada partiu depois do confronto entre Inglaterra e Tunísia, na estreia de ambos nesta Copa. Naquele jogo, um lance parecido ocorreu com Harry Kane, mas nada foi marcado. No VAR, o árbitro de vídeo, percebeu-se as infrações minutos depois, mas nada poderia ser feito, uma vez que a bola já estava novamente em jogo.

A orientação da Fifa, portanto, é que a arbitragem seja mais rigorosa com este tipo de lance. O ex-árbitro Pierluigi Collina, hoje integrante da comissão de arbitragem, comenta o caso.

- Você talvez tenha que considerar que lances como esse aconteceram nas primeiras partidas. Nos jogos seguintes, desapareceram. Ou, se continuaram, foram marcados os pênaltis. Nós percebemos, intervimos e acertamos. Precisamos aceitar que algumas coisas devem mudar no meio da competição -afirma Collina ao 'The Sun'.

O italiano revela que 335 lances duvidosos foram revisados pela comissão de arbitragem após a primeira fase. E, em 95% deles, o árbitro estava certo. Com o recurso do VAR, a taxa de acerto é quase perfeita: aumenta para 99,3%, segundo avaliação deles mesmos.

- Nós dissemos antes da Copa começar que o VAR não quer dizer perfeição na arbitragem. Pode continuar acontecendo interpretações erradas e equívocos. Não temos como chegar à perfeição, mas 99,3% é bem perto disso.

Um dos lances que Collina considerou equivocado foi na partida entre Sérvia e Suíça, quando Mitrovic foi agarrado por dois suíços na área e a arbitragem deixou o lance seguir. Por outro lado, vê outras decisões difíceis como acertadas - como o cartão amarelo em Cristiano Ronaldo, e o pênalti concedido a ele na partida contra o Irã. Até agora, para a arbitragem, o VAR é positivo mesmo quando não é acionado.

- Os jogadores sabem que as câmeras estão de olho. Por isso não tem casos sérios de faltas graves ou condutas violentas passíveis de cartões vermelhos. O VAR está nos ajudando.

Lance!
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