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Palmeiras perde duas seguidas e vive pior fase com Felipão

A dois dias de jogar na Libertadores, trabalhar a parte psicológica é prioridade de Felipão e sua comissão técnica

21 jul 2019
08h03
atualizado às 09h32
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O Palmeiras sofreu duas derrotas seguidas pela primeira vez desde que Luiz Felipe Scolari reassumiu a equipe. A última vez que o time havia tido sequência assim foi em maio de 2018, quando Roger Machado ainda era o treinador. A dois dias de jogar na Libertadores, trabalhar a parte psicológica é prioridade de Felipão e sua comissão técnica.

Entre os dias 26 e 30 de maio de 2018, o Verdão foi derrotado por Sport e Cruzeiro, em duelos consecutivos do Campeonato Brasileiro. Desde então, foram apenas oito derrotas, já contando essas contra Ceará a Internacional, pela Copa do Brasil, as únicas em sequência.

Felipão durante a derrota para o Ceará neste sábado, no Castelão (Foto: Cesar Greco)
Felipão durante a derrota para o Ceará neste sábado, no Castelão (Foto: Cesar Greco)
Foto: LANCE!

A turbulência que há tempos não ocorria é motivo de alerta interno. Felipão quer tentar entender por que alguns jogadores estão se mostrando nervosos e não estão jogando bem. "Vou ter que trabalhar bem o aspecto psicológico, vi um jogo em que estivemos mais nervosos que o comum, alguns jogadores até mais experientes, vendo que não iam ganhar o jogo, se irritando com adversário passando o pé na bola, querendo brigar com adversários. Se o adversário é superior, aceite, tem que ir lá e recuperar a bola. Se não tiver a cabeça no lugar joga fora tudo que teve até agora", afirmou Scolari.

Depois de chegar na pausa para a Copa América com cinco pontos de vantagem na liderança do Brasileiro e em alta, o Verdão agora vai enfrentar o Godoy Cruz (ARG) eliminado da Copa do Brasil e correndo o risco de ver o Santos igualar sua pontuação no Nacional.

Este reinício ruim (uma vitória, um empate e duas derrotas) rendeu protestos da torcida em Fortaleza (CE). Os jogadores entendem que precisam dar apoio uns aos outros para sair em vantagem nas oitavas da Libertadores.

"Saímos da Copa do Brasil e hoje (sábado) perdemos o jogo, então a cobrança e a crítica vêm, porque é uma pressão grande jogar aqui. Mas sabemos da nossa força, do nosso elenco, temos de nos unir, saber absorver as críticas, a cobrança pesada. Temos um grupo experiente, rodado e só depende de nós para sair desta situação. Terça já temos um jogo importantíssimo, então temos de reunir força, esquecer o que passou, melhorar o que estamos pecando", analisou o capitão Bruno Henrique.

O trabalho deve ser baseado na conversa até o próximo jogo, pois a delegação viajou depois da derrota para o Ceará a Mendoza, na Argentina, e terá apenas dois treinos antes do jogo contra o Godoy Cruz. A base da equipe deve ser a que enfrentou o Ceará, pois Felipão usou a escalação titular no Campeonato Brasileiro, até de forma surpreendente.

Depois de fazer o jogo de ida das oitavas da Libertadores na terça, o Palmeiras volta a São Paulo para duelar com o Vasco, pelo Brasileiro, no sábado que vem. O reencontro com o Godoy Cruz será no dia 30 de julho, também terça, no Allianz Parque.

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