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OPINIÃO: Copa dos Campeões: a semente do ‘outro’ Mundial de Clubes

14 jul 2015 - 18h26
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O futuro do futebol mundial não está na bem sucedida Liga dos Campeões nem no pouco atrativo Mundial de Clubes da Fifa. Num mundo cada vez mais globalizado, a competição que mais vem crescendo nos últimos anos é a International Champions Cup (ICC) – Copa Internacional dos Campeões que acontece em três continentes este ano.

Nos Estados Unidos, gigantes como Barcelona, Chelsea, PSG e Manchester United medem forças com os emergentes LA Galaxy, San Jose Earthquakes e New York Red Bulls da liga americana MLS, além de outros clubes como América do México, Benfica e Fiorentina.

O torneio é tão ambicioso que a versão norte-americana já se expandiu para incluir Canadá, México, Itália e Inglaterra – num total de 17 jogos até 5 de agosto.  O Benfica, por exemplo, enfrenta  o PSG no Canadá e o América no México. A Fiorentina recebe o Barça em Florença e enfrenta o Chelsea em Londres.

Na Austrália, um versão mais modesta inclui Real Madrid, Milan e Inter de Milão. A China, com um mercado de mais de um bilhão de consumidores, também entra no circuito, este ano com jogos envolvendo o Real Madrid mais o Manchester City e a Roma no sistema de todos contra todos.

Os organizadores estão aproveitando a pausa na temporada europeia para promover o que parece ser a semente de um verdadeiro campeonato mundial  de clubes. O sucesso em mercados sedentos para ver os melhores times do planeta é garantido. No ano passado, 109 mil torcedores lotaram o estádio de Michigan para ver Real Madrid e Manchester United.

Um total de 631 mil torcedores compareceu aos jogos em 2014 e a audiência global chegou a 80 milhões de espectadores em 150 países no campeonato organizado pela RSE Ventures – a mesma empresa que estaria interessada em comprar parte da Formula 1, com apoio financeiro do Qatar.

- A Copa Internacional dos Campeões é um evento verdadeiramente global, espalhado por três continnentes com a participação de clubes que tem grande prestígio internacional – proclama o chefe-executivo da RSE Matt Higgins.

O torneio amistoso explora um vazio que as instituções tradicionais do futebol não conseguem preencher e tem tudo para virar a maior competição de clubes do mundo. O Brasil, mais uma vez, fica de fora desta bonanza e perde um chance de ouro.

Se o nosso calendário fosse igual ao europeu, clubes de massa como Flamengo e Corinthians estariam entre os candidatos óbvios a participar, junto com outros times de ponta do país. Com o Brasileirão rolando, os nossos clubes não tempo para ganhar o que realmente precisam: dinheiro.

O Brasil poderia não apenas participar mas até mesmo sediar uma edição futura deste novo evento.  Os estádios da Copa ficariam cheios de novo e os clubes  brasileiros ganhariam uma visibilidade sem preço, internacionalizando a marca  em confrontos contra Barcelona, Real Madrid, Manchester United, Chelsea, PSG, Milan entre outros.

Só assim os nossos clubes poderiam acabar com a obsessão pelo torneio da Fifa que não chega aos pés deste novo mundial de clubes. Basta ajustar o calendário e bater na porta dos organizadores que a gente chega lá.

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