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Nenê rebate críticas sobre média de idade alta do Flu: 'Muito injustas'

Meia tricolor concedeu coletiva de imprensa na véspera da decisão da Taça Rio contra o Flamengo, no Maracanã, e apontou rival como favorito na briga pelo título estadual

7 jul 2020
13h51
atualizado às 14h21
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O meia Nenê rebateu críticas de que a média de idade elevada do elenco seria uma das debilidades do Fluminense. Em coletiva de imprensa virtual, nesta terça-feira, no CT Carlos Castilho, véspera da decisão da Taça Rio, contra o Flamengo, ele apontou os resultados positivos em campo como a única resposta possível e negou que isso afete o desempenho da equipe.

Nenê vê favoritismo do rival na decisão da Taça Rio (Foto: Lucas Merçon/ Fluminense)
Nenê vê favoritismo do rival na decisão da Taça Rio (Foto: Lucas Merçon/ Fluminense)
Foto: Lance!

- Acho que são críticas muito injustas. Até a gente voltar a jogar, a média de idade era praticamente a mesma e nós estávamos muito bem. Éramos a equipe que mais tinha feito gols no campeonato, tínhamos a melhor defesa. A gente sabe que vive de resultados. Não levamos isso em conta porque as pessoas que estão de fora não sabem a realidade que nós vivemos. Já estamos acostumados, isso não atrapalhar em nada. Acredito que seja injusto, como disse, mas a gente sabe que futebol é assim. Não interessa se estamos menos treinados, se o time tem mais ou menos idade, se tem ou não experiência ou se está ou não entrosado, o que importa é o resultado. Se você não tem resultado, consequentemente, vão existir críticas e pressão. Isso é algo totalmente normal para nós e já estamos acostumados - afirmou Nenê.

Sobre a partida decisiva, nesta quarta-feira, no Maracanã, Nenê apontou o Rubro-Negro como favorito, em especial pela questão física, mas disse acreditar na força mental e na união do elenco para fazer frente ao rival.

- Sabemos que fisicamente eles estão melhores que a gente. É uma questão de mentalidade e nós estamos com a cabeça tranquila porque, na nossa opinião, fizemos o melhor em prol das nossas vidas. Primeiro eram as nossas vidas e depois pensar em ganhar alguma coisa. Continuo afirmando que estamos voltando antes do que, acredito eu, seja o correto. É a minha opinião. A gente vai ter que fazer valer dentro de campo essa força mental, confiar na nossa qualidade, na nossa união. A pressão, realmente, é muito grande e eles são favoritos. A nós cabe demonstrar que dentro de campo é diferente, tudo pode acontecer. São 11 contra 11. Cabe a nós saber abstrair essa parte e não pensar nas nossas dificuldades, mas sim no que estamos progredindo e no que podemos fazer em relação a esse jogo para conquistar a Taça Rio, que é o nosso objetivo - analisou.Confira outras respostas de Nenê na coletiva:

O que mudou com a saída do Evanilson para a entrada do Fred?

Não pudemos treinar muito tempo juntos. Foi muito pouco tempo. O Fred é um cara que faz mais o pivô, que segura a bola. Às vezes quando estamos em uma pressão adversária temos esse desafogo nele . Ele é um cara muito inteligente, que sabe fazer o um-dois, sabe segurar a bola e em todos os cruzamentos leva perigo. O Evanilson já um jogador mais de profundidade, tem mais velocidade, dá mais opções em outro estilo de jogo, não com a bola no pé como o Fred. A principal diferença é essa. O Evanilson tem mais profundidade e velocidade e prefere essa bola na frente para tentar ganhar na corrida e o Fred É um cara mais de pivô e perigoso nas bolas cruzadas. São dois jogadores diferentes que podem nos ajudar em todos os jogos.

Se observaram estratégias do River Plate na final da Libertadores?

Claro que se fosse falar do River Plate nós vimos o jogo, era a final da Libertadores. Mas não preciso ir longe, pego o nosso exemplo do segundo tempo da partida que perdemos por 3 a 2 e demos muitas dificuldades por time deles e soubemos sair da pressão deles. E um time organizado taticamente e com qualidade técnica. Nós também sabemos onde podemos atacar e onde podemos utilizar nossas armas. O River é um exemplo mas pego o nosso exemplo também. A metade do primeiro tempo e o segundo tempo inteiro jogamos de igual para igual, fizemos três gols, e tivemos mais dois anulados pelo VAR. Não é uma coisa distante. Acreditamos que podemos vencer como qualquer outro time.

Gosta de jogar como azarão?

É melhor porque a pressão é toda para o outro lado. Não é algo que me atrapalhe ter pressão ou não. Pode ser uma ajuda de leve, então espero que nós possamos aproveitar isso.

Como se sentiu em campo após a contaminação com o COVID-19? Como é disputar um título ao lado de um hospital de campanha?

Eu não tive muitos problemas com a respiração nem o paladar. Só tive febre e fraqueza no corpo nos dois, três primeiros dias. Não foi uma coisa muito forte acho que pela minha imunidade e o corpo saudável. Achei que teria mais dificuldades no jogo com o Macaé mas me senti muito bem. Graças a Deus nao perdi tudo que treinei nesse tempo. Nao tive problema em relação a isso. O que pegou mais foi o ritmo que só treinei quatro dias antes do jogo. Eu fico triste de ter que jogar com tantas pessoas ali do lado em uma situação complicada e crítica, mas realmente é o nosso trabalho. Continuo acreditando que era um pouco cedo para estarmos jogando e pelo temos que teremos até começar o brasileiro. Me deixa triste jogar numa situação dessas ao lado de um hospital. Um título seria bem importante. Seria o título do segundo turno que não deixa de ser uma taça nos daria confiança para continuar a nossa jornada para jogar a final do Carioca.

Golaço de calcanhar contra o Flamengo dá confiança? O Flamengo é imbatível?

O Flamengo não é imbatível. Não tem time imbatível no Brasil nem no mundo. Chega dentro do campo são 11 contra 11 . O time deles está melhor preparado fisicamente e tem um elenco qualificado. No futebol a gente sabe como funciona. Tudo é possível. O gol de calcanhar me dá confiança. Eles jogaram com o time alternativo mas do outro lado era o Flamengo. É especial poder ajudar os companheiros neste tipo de jogo, ainda mais um clássico e espero que a gente possa viver isso novamente.

O que o Odair busca encontrar no ataque do Fluminense?

Acho que Odair está tentando encontrar uma variação. No outro estilo de jogo, com dois volantes, já sabíamos como jogar e estávamos entrosados, fizemos muitos gols. Acho que antes do começo do Brasileiro ele está tentando encontrar mais opções no sistema de ataque, para não termos só uma opção de jogo. É normal ainda essa falta de entrosamento,a chegada do Fred. O que não deu para ser treinado ainda pelo pouco tempo, nós tentamos conversar e organizar.Fisicamente ainda estamos entrando no ritmo, tivemos pouco tempo de treino, então acho que é totalmente normal termos mais dificuldades nesse recomeço.

Nova função atuando mais pela direita:

Em Bacaxá acabei jogando como já vinha fazendo antes, não é uma nova função, mas uma variação. Foi mais uma opção para a gente jogar. Nesse sistema com um volante a mais fico mais aberto, do lado direito do ataque, com liberdade de vir pro meio e organizar a jogadas. Essa minha segunda função seria um falso ponta direita, mas quem sabe a gente possa fazer algumas jogadas ai de ponta também.

O que achou de jogar no sistema tático adotado contra o Botafogo?

É um sistema interessante. Ficamos mais organizados defensivamente. Isso depende de cada jogo e de cada time que formos jogar contra. Cabe ao Odair decidir qual será a melhor maneira até também para haver algumas surpresas e o adversário não ficar sabendo o que vamos fazer. Nas duas formas de jogar (centralizado ou pela direita) eu me sinto bem à vontade. Cabe ao treinador decidir no momento do jogo, dependendo do adversário, qual seria o melhor sistema pra gente

Como melhorar o desempenho para enfrentar o Flamengo sob pressão?

Nosso time estava com uma performance boa na minha opinião. A Sul-Americana foi frustrante, mas jogamos bem aqui. Eles não deram um chute ao gol e tivemos oportunidades. No restante, você não vai jogar 100% em todos os jogos e ter uma atuação brilhante. Mas num contexto geral, nosso início de ano foi bastante positivo. Não senti essa pressão no dia a dia. Estou vendo alguma coisa agora depois dessa volta. Quando não tem resultado e assim e o primeiro que sofre pressão e o treinador. Claro que temos muito o que melhorar, ainda mais agora com jogadores novos . Sempre podemos melhorar, mas não com a cabeça pesada e com aquela pressão. Acho que está sendo uma crescente e temos grandes chances de terminar o ano bem e conquistar um resultado bom no Brasileiro. Não vejo isso no dia a dia.

Manter a posse de bola pode ser uma boa estratégia contra o Fla?

Como falei, a gente tem que ser mentalmente mais inteligente. Saber a hora certa de ficar com a bola e a hora de jogar a bola mais em profundidade. Não podemos errar o passe nessa primeira pressão deles. Temos que acertar o passe e ter a tranquilidade de ficar com a bola, dar passes rápidos e sair logo dessa pressão. Depois disso temos que fazer eles também correrem e terem dificuldade para recuperar a bola. Também temos que ter o cuidado de não tomar contra-ataque que, para mim, é grande arma do time deles.

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Lance!
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