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Gustavo Scarpa prova ser o armador capaz de fazer o Palmeiras funcionar

Pela primeira vez, o time do técnico Luiz Felipe Scolari teve uma atuação completamente convincente, e a movimentação do camisa 14 explica a vitória sobre o Bragantino nesta 2ª

11 fev 2019
22h04
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Nesta segunda-feira, pela primeira vez na temporada, o torcedor palmeirense terminou um jogo plenamente satisfeito com o que viu em campo, tanto defensivamente e, principalmente, na frente. E muito da movimentação ofensiva da equipe na vitória por 2 a 0 sobre o Bragantino, no Pacaembu, pela sexta rodada do Campeonato Paulista, tem Gustavo Scarpa como explicação.

Gustavo Scarpa armou o time e ainda converteu pênalti nesta segunda-feira, no Pacaembu (Richard Callis/Fotoarena)
Gustavo Scarpa armou o time e ainda converteu pênalti nesta segunda-feira, no Pacaembu (Richard Callis/Fotoarena)
Foto: Lance!

O camisa 14 provou ser exatamente o armador que Luiz Felipe Scolari precisa para o Verdão funcionar. Logo no jogo seguinte à fraquíssima atuação de Lucas Lima na derrota por 1 a 0 para o Corinthians, no último dia 2, no Allianz Parque, Gustavo Scarpa mostrou que não é preciso nem ter a bola o tempo todo para ditar o ritmo da equipe. Na semana seguinte aos pedidos da torcida por Valdivia nas redes sociais, o elenco provou ter já um armador útil.

A perfeita jogada do primeiro gol desta noite, com Felipe Pires segurando a bola até o momento certo para encontrar Moisés, que tocou para Dudu abrir o placar, aos sete minutos, é um exemplo da consciência tática do jogador formado pelo Fluminense. Gustavo Scarpa não para, e puxou a marcação para Moisés, segundo volante do time, ter liberdade e tempo para a assistência.

A intensa movimentação de Scarpa, que apareceu até na linha de fundo na ponta direita para cruzamento perigoso, facilita o trabalho de Moisés (ou de Bruno Henrique, na outra escalação usada por Scolari) para levar a bola da defesa até o mais próximo possível da área adversária. Também dá a liberdade para Dudu ter condição de praticar as jogadas individuais que o tornam o craque do time, como mostrou novamente nesta noite.

Consciente o tempo todo, o camisa 14 ainda foi o responsável por converter o pênalti que se tornou o segundo gol, aos 27 minutos do primeiro tempo. Na jogada em que Borja sofreu a falta na área, cometida pelo goleiro Alex Alves, Dudu deu a assistência, e os marcadores do Bragantino se confundiram entre acompanhar o camisa 7 ou Scarpa.

Na reta final do primeiro tempo, o clube de Bragança Paulista adiantou a marcação e até complicou a saída de bola, mas deu o campo que o Palmeiras gosta para contra-atacar. E Scarpa nem precisou mais se movimentar tanto - nem podia, já que foi uma vítima das muitas entradas duras da equipe do interior. Mas, mais centralizado, a bola acabava chegando no armador.

No segundo tempo, a engrenagem ofensiva funcionou quase perfeitamente, faltando apenas o acerto nas finalizações. Não é um esquema que gira em torno de Scarpa nem mesmo de Dudu, mas que tem na movimentação deles o segredo para envolver o time adversário, como ocorreu com o Bragantino. Não fosse o erro bisonho de Borja, em rebote de chute de Dudu após passe de Scarpa, o placar seria ainda maior.

A conclusão é que, fora duas grandes defesas de Fernando Prass (também parte do show que os palmeirenses gostam), o Palmeiras controlou o jogo sem deixar a bola com o rival. Muito por ter um meia que se mexe e não é útil só dando passes. Mérito de Scarpa, que ainda deu um lindo chapéu e preciso lançamento do meio-campo para Carlos Eduardo em seus minutos finais.

Gustavo Scarpa foi justamente aplaudido ao ser substituído por Lucas Lima, que, dentro do rodízio de escalações, deve ser titular no domingo, contra a Ferroviária. Do banco, ele viu nesta segunda-feira, no Pacaembu, o que um armador precisa fazer para o Palmeiras funcionar. É o que a torcida espera.

Lance!

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