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Falta de eficácia volta a trazer problemas para o Fluminense

Tricolor das Laranjeiras consegue se sobressair em alguns momentos diante do Palmeiras, mas esbarra em erros de investidas e na falta de clareza das suas conclusões

15 nov 2020
07h53
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A dificuldade para mostrar poderio ofensivo voltou a assombrar o Fluminense. Diante de um Palmeiras repleto de desfalques, a equipe de Odair Hellmann viu suas propostas de jogo não saírem do papel e fazerem com que a derrota por 2 a 0 descesse ainda mais amarga no Allianz Parque.

'O que teve foi dificuldade de traduzir em situações perigosas e gol.', diz Odair Hellmann (LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)
'O que teve foi dificuldade de traduzir em situações perigosas e gol.', diz Odair Hellmann (LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)
Foto: Lance!

A ausência de Fred, que sofreu uma lesão no tornozelo direito no decorrer do aquecimento, parecia contornada em um primeiro momento.

- A situação que aconteceu com o Fred sempre mexe no contexto. Coloquei o Felippe Cardoso para ter imposição de pivô, movimentação ali na frente para que conseguisse volume ofensivo - afirmou Odair.

O atacante e Welllington Silva se mostravam bem aguerridos para receber as jogadas distribuídas por Nenê. No entanto, por mais que o Fluminense rondasse a área palmeirense, decisões eram tomadas erradamente. Em meio à falta de clareza nas conclusões, a ideia foi desperdiçada.

- Conseguimos construir dentro do nosso padrão, colocar a bola em organização, construção, criamos oportunidades de chutes, que acabou que não acertamos. Finalizamos um número bastante grande, mas foram para fora, o adversário conseguia interceptar... - afirmou o comandante tricolor.

O contraste ficou ainda maior no segundo tempo. Após ter ameaçado Muriel com precisão em duas oportunidades, o Palmeiras abriu a vantagem por 2 a 0, graças a dois gols de Raphael Veiga. Mesmo com o novo revés, que custou ao Fluminense sair do G6 do Brasileirão, Odair se mostra confiante de que a equipe acenou com a possibilidade de voltar a achar o rumo das vitórias.

- Retomamos coisas importantes, como nosso padrão de jogo. Tivemos construção de jogadas. O que teve foi dificuldade de traduzir em situações perigosas e gol. Temos uma ideia central - declarou.

A esperança passa pelos pés de Nenê e por uma participação maior de Michel Araújo, além do crescimento do restante da linha de frente. Até o confronto com o Fluminense, a luta será para calibrar o pé e reencontrar os atalhos de olho em surpreender o Internacional.

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