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Ex-presidentes do Flamengo divulgam carta em solidariedade a Bandeira de Mello; entenda

Documento trata como injustiça o indiciamento de Bandeira no caso que investiga a tragédia que matou 10 jovens no Ninho do Urubu em 2019

4 mar 2021
14h49 atualizado às 14h49
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14h49 atualizado às 14h49
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Seis ex-presidentes do Flamengo divulgaram, nesta quarta-feira, uma nota de solidariedade a Eduardo Bandeira de Mello. O ex-mandatário foi um dos 11 indiciados pelo Ministério Público na investigação sobre a tragédia no Ninho do Urubu, que matou 10 jovens da base rubro-negra em fevereiro de 2019. A ação é considerada uma injustiça pelos dirigentes.

Bandeira foi presidente do Flamengo entre 2013 e 2018 (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
Bandeira foi presidente do Flamengo entre 2013 e 2018 (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
Foto: Lance!

Assinaram a carta Eduardo Motta, George Helal, Hélio Ferraz, Kleber Leite, Luiz Augusto Veloso e Márcio Braga. Um dos argumentos usados em defesa de Bandeira de Mello afirma que "não é da alçada do presidente do clube verificar item a item o andamento logístico do clube".

CONFIRA TRECHOS DA CARTA:

Os ex-presidentes do Clube de Regatas do Flamengo, abaixo assinados, vêm através desta, manifestar estranheza pelo fato de o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello ter se tornado réu no triste episódio, de amplo domínio público, no centro de treinamento George Helal, mais conhecido como Ninho do Urubu.

A nossa ação passa ao largo do corporativismo. Aqui estamos motivados pelo sentimento de justiça, pois pelo fato de já desempenhado esta mesma função, sabemos que, embora seja o regime presidencialista, nem tudo que ocorre é de conhecimento do Presidente do clube.

(....)

Em linguagem popular, seria exigir que o presidente batesse o córner, corresse para cabecear e tendo ainda a obrigação de fazer o gol.

Impossível e desumano.

Embora ainda impactados e com os nossos corações partidos pelos nossos meninos do Ninho, não podemos cruzar os braços e assistir de camarote tamanha injustiça.

Este indiciamento tem como base o desconhecimento do estatuto que rege a vida de um grande clube.

Por uma questão de justiça, urge imediata reflexão por quem de direito.

Lance!
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