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Brasil disputa primeiro evento-teste de vela para Tóquio-2020

Quatro velejadores entram na água a partir de terça-feira para representar o Brasil na Copa do Mundo 2018/2019; evento será na raia olímpica de Tóquio-2020

7 set 2018
16h06
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Os fãs de vela já podem se animar: na próxima terça-feira, a equipe do Brasil estreia na Copa do Mundo 2018/2019 da World Sailing (Federação Internacional de Vela), a mais importante competição do ano no caminho rumo aos Jogos - afinal, esse é o primeiro evento-teste para as Olimpíadas Tóquio-2020. O país verde e amarelo será representado pelos atletas Jorge Zarif (classe Finn), Patrícia Freitas (RS:X feminina), Martine Grael e Kahena Kunze (49er FX).

As regatas serão na raia de Enoshima, que irá receber as regatas olímpicas daqui a dois anos. Por causa do fuso horário em relação ao Japão,as provas serão disputadas na madrugada de segunda para terça-feira no horário de Brasília, a partir de 23h.

- A expectativa é boa. A gente chegou com antecedência para conhecer o lugar e ir se adaptando ao fuso, à temperatura, à cultura japonesa. Esse evento serve para testar o hotel, a estrutura, e também conhecer as condições de Enoshima, que é um local quente e úmido nessa época. Tudo para a gente chegar bem preparado a Tóquio 2020 - disse Kahena Kunze, campeã olímpica da 49erFX na Rio-2016 ao lado de Martine Grael.

Martine e Kahena são duas velejadoras que irão representar o Brasil na Copa do Mundo (Foto: Divulgação/CBVela)
Martine e Kahena são duas velejadoras que irão representar o Brasil na Copa do Mundo (Foto: Divulgação/CBVela)
Foto: Lance!

Equipamentos da delegação brasileira já estão em Enoshima (Foto: Divulgação/CBVela)

Esta será a primeira chance para os velejadores entrarem em contato com a raia olímpica, preparação fundamental no mundo da vela. A estadia em terras japonesas motiva tanto a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) quanto o Comitê Olímpico do Brasil (COB) a testar a estrutura e obter o máximo de informações (correntes marítimas, ondulações e os ventos) de Enoshima, região conhecida pela incidência frequente de tufões na costa.

- O objetivo é a gente ter o primeiro contato com a raia, de condições variadas. Pode ter de vento fraco a onda e muito vento. Inclusive com passagem de algum furacão, o que não é incomum no Japão. É importante ter conhecimento das condições, testar nossas instalações e ver se funciona - analisou Torben Grael, atual coordenador técnico da Equipe Brasileira de Vela.

O local em Enoshima que irá manter os equipamentos dos velejadores brasileiros também já foi definido pela CBVela (em conjunto com o COB). Em 2018, foram transportados barcos de apoio e embarcações de competição que permanecerão no Japão para o ano que vem, visando otimizar o uso dos recursos da equipe nacional, já que diversas classes terão seus Campeonatos Mundiais disputados na Ásia a partir de 2019.

Lance!
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