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Ativista inglês é preso em Moscou antes de abertura da Copa

Peter Tatchell foi detido na Praça Vermelha enquanto fazia um protesto contra tortura de homossexuais na Rússia

14 jun 2018
17h11
atualizado às 17h17
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O ativista de direitos de gays Peter Tatchell foi preso pela polícia russa, na tarde desta quinta-feira, 14, momentos antes do início da cerimônia de abertura do Mundial. O inglês foi detido após fazer um protesto na Praça Vermelha, em Moscou, contra abusos de direitos humanos contra homossexuais na Rússia e na Chechênia.

Peter Tachell sendo detido por policiais russos (FOTO: Reprodução Twitter)
Peter Tachell sendo detido por policiais russos (FOTO: Reprodução Twitter)
Foto: Lance!

Perto do Kremlin, Tatchell abriu uma placa com os dizeres, em inglês: "Putin não age contra a tortura da população gay na Chechênia". Momentos depois, ele foi abordado por policiais, que conduziram uma delegacia dentro de uma viatura.

Na conta de Tatchell no Twitter, uma outra pessoa, ligada a uma fundação malaia de direitos de homossexuais, publicou que o consulado britânico havia sido acionado. De acordo com uma autoridade da embaixada, o ativista recebeu um bom tratamento da polícia e foi liberado cerca de uma hora depois.

Após sair da delegacia, o inglês reassumiu seu perfil na rede social e publicou uma foto em frente à delegacia.

"Acabei de ser liberado da delegacia de Kitay-Gorod, em Moscou. Tenho que me apresentar ao júri em 26 de junho por violar a Lei Federal 54 e o Decreto Presidencial 202, os quais proíbem todos os protestos perto do Kremlin e durante a Copa do Mundo. Honrado por mostrar solidariedade à comunidade LGBT na Rússia e na Chechênia", postou o inglês.

Em outra mensagem, Tatchel disse que sua prisão "não se compara ao que acontece com as pessoas LGBT+ na Chechênia: sem julgamento, as pessoas são torturadas e, às vezes, assassinadas". "É por isso que estou protestando. O presidente Putin poderia interromper essas perseguição, mas falhou em fazê-la. Vergonha", completou.

Em nota divulgada pela Fundação Peter Tatchell, o ativista afirmou que não poderá comparecer ao julgamento na data estipulada porque sua viagem de volta à Grã-Bretanha será no dia 18 de junho. Sua saída do país foi autorizada pelas autoridades policiais.

"Eu fiquei cerca de uma hora e quarenta minutos sob custódia policial, do momento que fui preso perto do Kremlin até minha liberação da delegacia. Os policiais de alto escalão foram duros, mas os que fizeram a minha detenção me foram solícitos, amigáveis e educados. Presumo que fui bem tratado, em parte porque sou um cidadão do Reino Unido e porque um importante oficial da Embaixada Britânica, Colin Wells, entrou em contato com a polícia. Eu acho que os russos também não queriam ser vistos como duros durante a Copa do Mundo", completou Tatchell no comunicado.No ano passado, o jornal russo Novaya Gazeta publicou que mais de cem homens gays foram presos e torturados em uma campanha homofóbica na República da Chechênia, uma das federações que compõem a Rússia. À época, o líder checheno Ramzan Kadyrov negou tais alegações e afirmou que sequer existem homens gays em seu território.

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