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Justiça nega liminar para Vasco jogar no Maracanã contra o Boca Juniors pela Sul-Americana

Principal argumento foi a divergência entre os laudos técnicos apresentados pelas partes sobre as condições e a recuperação do gramado

5 out 2026 - 13h05
(atualizado às 13h08)
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Resumo
A Justiça do Rio negou o pedido do Vasco para jogar contra o Boca Juniors no Maracanã pela Sul-Americana, citando divergências em laudos sobre o gramado; a decisão pode ser contestada, e o clube busca alternativas, incluindo São Januário.
Pedrinho, presidente do Vasco da Gama
Pedrinho, presidente do Vasco da Gama
Foto: Futebol BR

A Justiça do Rio de Janeiro indeferiu o pedido de tutela de urgência do Vasco para obrigar a Fla-Flu Serviços S.A. a disponibilizar o Maracanã para a partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcada para 20 de outubro.

A decisão foi expedida nesta segunda-feira, 5, pela juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, que entendeu não haver, neste momento, elementos suficientes para conceder a liminar.

O principal argumento foi a divergência entre os laudos técnicos apresentados pelas partes sobre as condições e a recuperação do gramado do Maracanã. Enquanto o Vasco sustenta que a realização da partida não causaria danos irreversíveis ao campo, a concessionária apresentou pareceres apontando riscos à recuperação do gramado e incompatibilidade com o calendário de utilização do estádio. A decisão ainda pode ser contestada pelo Cruz-Maltino no Tribunal de Justiça.

A magistrada ressaltou que a negativa da liminar não representa uma rejeição definitiva da tese do Vasco, mas avaliou que a controvérsia técnica não pode ser resolvida por meio de uma decisão provisória. 

"Não se trata, portanto, de afirmar que o direito alegado seja inexistente, mas sim de reconhecer que, no atual estágio processual, não há elementos suficientemente seguros para afirmar sua probabilidade", afirmou.

A juíza também citou manifestação da Polícia Militar, anexada pela concessionária, que apontou a viabilidade de realização da partida no Estádio Nilton Santos.

O Vasco precisa definir o estádio da semifinal até dez dias antes do jogo, ou seja, 10 de outubro. Caso a partida seja disputada fora do Rio, a Conmebol exige a definição com 15 dias de antecedência, prazo que se encerra nesta segunda-feira.

Paralelamente à disputa pelo Maracanã, o clube tenta viabilizar São Januário, sua prioridade, mas o estádio ainda não atende à exigência de capacidade mínima de 30 mil lugares. Na semana passada, o Vasco recebeu parecer positivo do Corpo de Bombeiros para ampliar a capacidade para 24 mil pessoas, além de aval de órgãos da Prefeitura.

Para recorrer à Justiça em busca da liberação de São Januário, porém, o clube ainda precisa da aprovação da Polícia Militar, que, nos bastidores, demonstra preferência pelo Maracanã.

Fonte: Portal Terra
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