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Jogos Pan-Americanos

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Legado, distância e atrasos: veja acertos e gafes do Pan

Osmar Portilho / Terra

Equipe do Terra listou cinco pontos positivos e negativos da competição realizada entre os dias 10 e 26 de julho em Toronto, no Canadá

27 jul 2015
07h31
atualizado às 07h39
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Receber um evento do porte dos Jogos Pan-Americanos não é fácil. Afinal, estiveram presentes no Canadá cerca de seis mil atletas de 41 países das Américas, sem contar comissões técnicas, médicos, nutricionistas, dirigentes, imprensa e torcedores do mundo inteiro. Toronto provou que sabe como receber seus convidados, mas é claro que nem tudo é perfeito.

Depois de um mês de cobertura in loco do Pan, a equipe do Terra levantou aspectos positivos e negativos envolvendo a competição. Desde voluntários perdidos, mas atenciosos, a problemas de transporte e nas competições.

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Confira os acertos e gafes de Toronto nos Jogos Pan-Americanos:

Acertos!

Voluntários perdidos, mas atenciosos

Os Jogos Pan-Americanos de Toronto contaram com mais de 20 mil voluntários. Movidos por amor ao esporte, pessoas do mundo inteiro estiveram presentes no Canadá para tentar tornar o evento mais organizado em todos os sentidos. Eles até poderiam pecar na hora de passar alguma informação, mas não se escondiam e eram sempre muito atenciosos com torcedores e jornalistas.

Voluntários dos Jogos Pan-Americanos de Toronto
Voluntários dos Jogos Pan-Americanos de Toronto
Foto: Instagram / Reprodução

Arenas de respeito

Toronto apresentou arenas respeitáveis no Pan. Apesar de alguns problemas com internet, elas ofereciam ótima estrutura de trabalho para jornalistas e conforto para torcedores. Banheiros limpos, opções de alimentação e organização na entrada e saída das arquibancadas foram pontos positivos. Muitas delas abrigavam mais de um esporte. Era o caso de Markham (badminton, tênis de mesa e polo aquático), o complexo aquático (nado sincronizado e saltos ornamentais), e de Exhibition Place, que além do centro de imprensa, abrigava partidas de handebol, vôlei e ginástica.

Centro aquático recebeu os saltos ornamentais e o nado sincronizado
Centro aquático recebeu os saltos ornamentais e o nado sincronizado
Foto: Osmar Portilho / Terra

Legado não só para Toronto

Para reduzir custos, evitar construções desnecessárias e deixar um legado maior, o Comitê Organizador decidiu espalhar a competição por 13 cidades da província de Ontário. Assim, Toronto não será a única beneficiada com a realização dos Jogos. Em Ajax, por exemplo, além do campo de beisebol, um centro recreativo ficará de legado para a população.

Bom público

Nos primeiros dias parecia que não iria animar, mas os torcedores foram aos poucos se empolgando e deram um show nas arquibancadas dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. E se engana quem pensa que lotaram apenas ginásios de esportes tradicionais. Em modalidades menos populares, como badminton, tênis de mesa e até mesmo boliche, eles comparecem em peso para empurrar seus atletas favoritos.

Torcedora canadense acompanha performance no Pan Am Aquatics Centre
Torcedora canadense acompanha performance no Pan Am Aquatics Centre
Foto: Osmar Portilho / Terra

Cidade limpa

Incrível como Toronto, mesmo com a passagem de milhares de estrangeiros no último mês, continuou limpa e organizada. A cada esquina uma lixeira podia ser vista, sendo que essas sempre divididas eram para coletas seletivas. Era raro flagrar alguém desrespeitando a cultura canadense.

Gafes!

Placares malucos

Logo nos primeiros dias de competição, a organização já mostrou um grave problema no Pan. Em algumas partidas de polo aquático, principalmente nas do Brasil, o placar travava, sumindo o resultado e o tempo de jogo. Assim, os jogadores eram obrigados a parar o confronto e esperar por até cinco minutos para recomeçar. Isso se repetiu em outros esportes, como handebol e beisebol.

Painel de cronometragem "zerou" diversas vezes no primeiro dia de competições do Pan
Painel de cronometragem "zerou" diversas vezes no primeiro dia de competições do Pan
Foto: Terra

Ônibus com atrasos

A imprensa mundial sofreu com os deslocamentos na cobertura dos Jogos Pan-Americanos. Com arenas espalhadas pela província de Ontário, muitos veículos de comunicação dependiam dos serviços oferecidos pela própria organização para ir de uma competição a outra. Porém, as primeiras semanas foram sofridas, com atrasos de até 2h do que era previamente divulgado.

Motoristas perdidos

Se já era ruim sofrer com atrasos dos transportes da organização, imagina entrar em um carro, ônibus ou van de um motorista que não sabe chegar ao seu destino final. Em algumas situações, voluntários sofriam para encontrar a rota certa, aumentando ainda mais o desespero de quem já estava atrasado para uma competição.

Viagens eternas

Se por um lado foi importante para o legado do Pan espalhar as competições por cidades da província de Toronto, por outro, tanto para atletas, torcedores e jornalistas, o tiro acabou saindo pela culatra. Acompanhar no mesmo dia provas de canoagem slalom e hipismo, ou até mesmo futebol, era quase que impossível. Isso porque as corredeiras estavam localizadas no distrito de Midden Hills, a 200 km ao norte de Toronto, enquanto saltos e adestramento estavam em Caledon, a 63 km.

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Locutor errando nome de jogador

Tudo bem que boa parte dos atletas dos Jogos Pan-Americanos não são tão conhecidos como aqueles que disputam os Jogos Olímpicos. Mas nem por isso os locutores oficiais das arenas têm o direito de trocar os nomes deles, não é mesmo? Em vários esportes era possível perceber, principalmente em esportes coletivos, que o autor do gol não era o mesmo exaltado em alto e bom som.

 

Fonte: Terra

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