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Prata, americana protesta em favor dos oprimidos em pódio

Medalhista no arremesso de peso, Raven Saunders ergue os braços e cruza punhos sobre a cabeça em primeiro ato desta natureza nesta Olimpíada

2 ago 2021 02h56
| atualizado às 03h23
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Medalhista de prata no arremesso de peso feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio, a norte-americana Raven Saunders, de 25 anos, carregou consigo a representatividade no pódio. Mulher, negra e gay, a atleta dos Estados Unidos ergueu os braços e cruzou os punhos sobre a cabeça em um protesto em favor de todos os oprimidos dentro e fora do esporte.

Raven Saunders foi medalhista de prata no arremesso de peso feminino (Foto: Ina FASSBENDER / AFP)
Raven Saunders foi medalhista de prata no arremesso de peso feminino (Foto: Ina FASSBENDER / AFP)
Foto: Lance!

"Grito para todos os meus negros. Grito para toda a minha comunidade LGBTQ. Grito para todos os meus funcionários que lidam com saúde mental. Para mostrar aos mais jovens que não importa em quantas caixas eles tentem encaixar você, você pode ser você e pode aceitar isso. As pessoas tentaram me dizer para não fazer tatuagens e piercings e tudo isso. Mas olhe para mim agora, e estou brilhando", disse Raven.

Na prova, a atleta dos Estados Unidos dividiu o pódio com a chinesa Lijiao Gong, que ficou com o ouro, e com a neozelandesa Valerie Adams, que foi medalhista de bronze. Em janeiro deste ano, ela, conhecida como "Mulher Hulk", tornou pública a sua luta contra a depressão.

"Se não fosse por enviar uma mensagem de texto para um antigo terapeuta, eu não estaria aqui. Todas essas coisas pesando sobre mim por 22 anos, finalmente consegui processar. Eu finalmente fui capaz de separar Raven de 'O Hulk'. Eu me sinto incrível porque sei que vou inspirar muitas pessoas, tantas meninas, meninos, pessoas LGBTQ, pessoas que lutaram contra o suicídio. Tantos que teriam quase desistido. Não, não é só sobre mim", afirmou Raven, que está disputando sua segunda Olimpíada - nos Jogos do Rio-2016, ela ficou em 5º lugar.

O protesto da norte-americana foi o primeiro nos Jogos Olímpicos Tóquio-2020 e vai contra a recomendação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que, até então, não se posicionou sobre o caso.

 

Lance!
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