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Goleada deixa evidente que Seleção feminina não se restringe a Marta para lutar pelo ouro na Olimpíada

'Rainha' se desdobra e vê equipe de Pia Sundhage corresponder com grandes atuações de Bia Zaneratto e Debinha no 5 a 0 sobre a China. Mas ainda há ajustes a serem feitos

21 jul 2021 13h08
| atualizado às 14h24
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- Marta é uma jogadora fantástica, mas, ainda assim, ela depende de um time.

Seleção fez primeiro tempo exemplar, mas oscilou no segundo tempo (KOHEI CHIBAGARA / AFP)
Seleção fez primeiro tempo exemplar, mas oscilou no segundo tempo (KOHEI CHIBAGARA / AFP)
Foto: Lance!

A frase da técnica Pia Sundhage durante entrevista coletiva às vésperas da estreia da Seleção feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio foi seguida à risca contra a China. Além de se notabilizar por fazer dois gols na goleada por 5 a 0 sobre as chinesas nesta quarta-feira (21), a Rainha saiu de campo coroada por ajudar a ver o espírito coletivo aflorar a qualidade de outras jogadoras.

Atenta no combate às adversárias e perspicaz a cada investida, Bia Zaneratto deu a impressão de se multiplicar em campo em especial no primeiro tempo. A camisa 16 apresentou-se para tabelas, alçou bolas em busca de Duda ou Debinha e participou de três gols.

Mesmo no segundo tempo, quando o Brasil caiu de rendimento, a atacante não se omitiu na busca por levar a equipe adiante. Sua dedicação ainda culminou no gol no finzinho.

Debinha, por sua vez, voltou a honrar o posto de artilheira da "Era Pia". No rebote da goleira ao chute de Bia, a camisa 9 fez seu 13º gol sob o comando da treinadora sueca. Além disto, foi um perigo constante à defesa da China, não se poupando cada vez que era acionada em campo para finalizações e fazendo uma boa dobradinha com Bia Zaneratto.

- Gosto de pensar que Debinha representa a Seleção Brasileira. Em outras palavras, se temos sucesso é porque somos organizados. Se nós conseguirmos fazer algumas loucuras ou coisas maravilhosas, é porque estamos organizados. Ela desempenhou diversos papéis , jogou como meia e hoje teve um desempenho fantástico com a Bia. Dessa forma acho que Debinha representa o que é a Seleção Brasileira - afirmou Pia Sundhage, em entrevista coletiva após o duelo com as chinesas.

Andressa Alves acentuou o poderio ofensivo da Seleção feminina com sua entrada, imprensando ainda mais a zaga adversária e a fazendo titubear. No entanto, a vantagem no placar foi exagerada graças ao brilho de outra jogadora.

Na volta do intervalo, a Seleção feminina cometeu perigosos deslizes defensivos, perdeu em alguns momentos seu meio de campo e permitiu investidas da China pelos lados. Coube à goleira Bárbara agir, tanto com defesas providenciais quanto com momentos nos quais abandonou a meta para fazer o papel de uma zagueira e frear os ânimos de atletas como Miao e Wang Shanshan.

Aos poucos, o Brasil retomou as ações, aliando a categoria de Marta ao entrosamento da camisa 10 com as colegas do setor ofensivo. E, enfim, a equipe de Pia Sundhage saiu de armadilhas causadas pela estreia para deslanchar de vez.

A goleada por 5 a 0 apresenta um grande cartão de visitas para a Seleção feminina. Mas Pia está ciente de que há algumas arestas a serem aparadas até o duelo de sábado (24), contra a Holanda, que fez 10 a 3 sobre Zâmbia em sua estreia no Grupo F.

- Foi um jogo com momentos positivos, mais fortes, e momentos de fraqueza, mas não estou preocupada porque nós marcamos gols e marcar gols é obviamente algo muito bom - assegurou a treinadora.

A busca por gols promete ser incessante (dos dois lados) no próximo duelo. Não faltarão desafios às Guerreiras.

Lance!
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