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Atleta diz que foi obrigada a deixar Jogos de Tóquio

Após críticas à comissão da Belarus, Krystsina Tsimanouskaya foi levada à força ao aeroporto e acionou a polícia ao chegar no local

1 ago 2021 15h11
| atualizado às 20h09
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A atleta de Belarus, Krystsina Tsimanouskaya, que acusa a comissão técnica de seu próprio país de forçá-la a abandonar os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e pegar um avião para a capital Minsk, afirmou que ela está "segura" sob proteção da polícia de Tóquio.

Neste domingo, 1, ela acionou os policiais no aeroporto e afirmou que estava sendo mandada embora contra sua própria vontade. Ela teria sido retirada de seu quarto na Vila Olímpica à força. "Estamos decidindo onde passarei a noite", disse a atleta em uma mensagem no Telegram para a Fundação de Solidariedade Esportiva da Bielorrússia. A velocista de 24 anos se preparava para a fase classificatória dos 200m rasos que será disputada nesta segunda-feira. 

Krystsina Tsimanouskaya  acusa a comissão técnica de seu próprio país de forçá-la a abandonar os Jogos de Tóquio
Krystsina Tsimanouskaya acusa a comissão técnica de seu próprio país de forçá-la a abandonar os Jogos de Tóquio
Foto: Issei Kato/Reuters

O episódio aconteceu após as críticas da atleta à sua federação nas redes sociais. No sábado, depois de ter sido incluída na prova do revezamento 4x400, Krystsina fez uma publicação alegando que não havia sido consultada previamente.

O regime do presidente Alexandre Lukachenko mantém uma política de repressão aos adversários, jornalistas e militantes. A intenção do mandatário é encerrar o movimento de protesto contra sua reeleição para um quinto mandato.

Krystsina afirmou que foi forçada a suspender sua participação na Olimpíada de Tóquio pelo técnico da equipe, Yuri Moïseïevitch, antes de ser escoltada ao aeroporto por oficiais do Comitê Olímpico Nacional da Bielorrússia para voltar ao seu país.

De acordo com o Comitê Olímpico da Bielorrússia liderado por Viktor Lukachenko, filho do presidente Alexandre Lukachenko, a atleta teve que suspender sua participação nos Jogos por "decisão dos médicos, devido ao seu estado mental e psicológico".

Estadão
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