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Após COI, Tóquio-2020 admite que Olimpíada pode ser adiada

Primeiro ministro japonês Shinzo Abe afirmou que ainda está comprometido a organizar os Jogos "completos", sem cancelamento, mas admitindo um adiamento

23 mar 2020
12h05
atualizado às 12h22
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Um dia depois do Comitê Olímpico Internacional (COI) admitir pela primeira vez a possibilidade de adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão, em razão da pandemia do novo coronavírus, denominado Covid-19, que tem prejudicado a preparação dos atletas em todo o planeta, a organização da Olimpíada e o governo japonês fizeram o mesmo nesta segunda-feira. Eles vieram a público e deixaram claro que uma mudança na data da competição não está descartada. O cancelamento, no entanto, é totalmente rechaçado.
Mulher com máscara de proteção passa por anéis olímpicos em Tóquio
13/03/2020
REUTERS/Athit Perawongmetha
Mulher com máscara de proteção passa por anéis olímpicos em Tóquio 13/03/2020 REUTERS/Athit Perawongmetha
Foto: Reuters

Em uma audiência no Parlamento, o primeiro ministro Shinzo Abe afirmou que ainda está comprometido a organizar os Jogos "completos", sem cancelamento, mas admitindo um adiamento. "Se isto ficar difícil, levando em consideração os atletas em primeiro lugar, pode ser inevitável que tomemos a decisão de adiar. O cancelamento não é uma opção", disse o político japonês.

Também nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, o presidente do Comitê Tóquio-2020, Yoshiro Mori, e o CEO do órgão, Toshiro Muto, comentaram sobre um possível adiamento, mas indicaram as suas dificuldades. "Primeiro de tudo: sobre cancelamento, nunca consideramos isso. É inimaginável. O adiamento não é o primeiro caminho de ação, mas não podemos não considerar isso", disse Mori, que ressaltou que as autoridades estão cientes de como o coronavírus chegou com força a outros países.

"Não podemos deixar nossa guarda baixa sobre isso, especialmente porque nos Estados Unidos, Europa e novas áreas estão sob situações extremas agora. Entendemos isso, ouvimos muitas opiniões, de muitos países, sobre realizar os Jogos como planejado inicialmente. Não somos tolos", completou.

Já Toshiro Muto afirmou que não é simples mudar os planos repentinamente, uma vez que houve um longo planejamento para que os Jogos Olímpicos acontecessem neste ano, de 24 de julho a 9 de agosto. "Há muito envolvido. Trabalhamos por seis anos para essas Olimpíadas começarem em 24 de julho, esse trabalho terá que ser refeito. Claro, a segunda vez deve ser mais eficiente. Entretanto, fizemos muitos contratos que já estão prontos e revisar esses contratos não é uma tarefa fácil", apontou.

Por conta da pandemia, o Comitê Olímpico do Canadá (COC, na sigla em francês) e o Comitê Paralímpico do Canadá (CPC, na sigla em francês), com o respaldo da Comissão de Atletas, confederações esportivas nacionais e o governo do país, anunciaram na noite de domingo que não enviarão uma delegação canadense para os Jogos de Tóquio-2020. O mesmo fez o Comitê Olímpico Australiano (AOC, na sigla em inglês).

Outra potência do esporte, a Rússia manifestou nesta segunda-feira o seu "total apoio" à resolução do COI de adiar por semanas a decisão sobre o futuro da Olimpíada e condenou os seus críticos. "Consideramos inaceitáveis quaisquer tentativas de pressionar as organizações responsáveis pela organização dos Jogos (de Tóquio-2020) e forçá-las a tomar decisões precipitadas", informou em um comunicado oficial o Comité Olímpico Russo (ROC, na sigla em russo).

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Estadão
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