Campeão mundial, Zarif recebe promessa de Bolsa Pódio para 2014
Campeão Mundial junior e sênior da classe Finn da vela, Jorge Zarif acredita que fará parte do programa Bolsa Pódio a partir do começo de 2014. Na noite de terça-feira, antes de ser eleito pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) o melhor atleta de 2013 no Prêmio Brasil Olímpico, o velejador afirmou que recebeu resposta positiva de membros do governo quanto à inclusão de seu nome na atualização da lista de contemplados.
"É uma falha que já estão mudando. Em janeiro eu devo entrar. Eu e o Scheidt (Robert, campeão mundial da classe Laser) estamos fora, mas foi prometido que a gente entra em janeiro", afirmou. A lista inicial foi divulgada pelo Ministério do Esporte em novembro, quando Zarif já havia se sagrado campeão mundial – Scheidt ainda competiria em sua classe. Apesar disso, ainda não apareceram entre os contemplados.
Há dois critérios para inclusão de um atleta no Bolsa Pódio: estar entre os 20 melhores do ranking mundial ou ter ficado entre os dez melhores do Mundial em provas olímpicas. Na época, Scheidt aparecia na 71ª colocação, depois de ter migrado da classe Star após a Olimpíada de 2012 e com poucas competições disputadas. Jorge Zarif era 36º do ranking e não foi contemplado. Bruno Prada, que também veleja na Finn, estava na 25ª colocação, mas mesmo assim foi incluído.
"O Ministério (prometeu). Fui a um evento no Rio em que eles estavam apresentando os atletas que recebem esse apoio, e a conversa que tivemos lá foi de que, a partir de janeiro, a gente já deve entrar", afirmou Zarif. Além deles, já fazem parte do programa os velejadores Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (470 Feminina), Martine Grael e Kahena Kunze (49erFX), Patrícia Freitas (RS:X Feminina), Bimba (RS:X Masculina), Bruno Fontes (Laser) e André Fonseca (49er).
Os valores distribuídos são de R$ 5 mil a R$ 15 mil mensais, uma fonte importante para atletas olímpicos. Jorge Zarif, por exemplo, informou que só depois do título mundial começou a ganhar dinheiro com o esporte. "Só depois do Mundial eu deixei de botar dinheiro do meu bolso e comecei a ganhar. Agora não preciso pagar a fisioterapia, a preparação. O COB dá um apoio bom. Tenho uma estrutura muito melhor do que antigamente", disse.
"Antes eu recebia ajuda do COB também, mas obviamente, por não ter resultados tão bons, recebia bem menos. Esse ano eles estipularam algumas metas e quem atingisse teria um salário bem melhor do que antes, que é para quem estava abaixo do 12º lugar (do ranking mundial). Então, melhorou", explicou o velejador. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, compareceu ao Prêmio Brasil Olímpico, mas não deu declarações à imprensa.