Lars Grael vê sobrinha fora de 2012, mas "aposta dinheiro" por 2016
2 mar2012 - 10h22
(atualizado em 2/4/2012 às 16h56)
Compartilhar
Flavio C. D'Almeida
Direto de São Paulo
Lars Grael é um dos maiores velejadores do País e tio da também velejadora Martine Grael - que, junto com Isabel Swan, disputa a partir da próxima semana uma única vaga na classe 470 feminina para os Jogos de Londres. A briga será contra outra dupla brasileira, formada por Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan.
Nadadora com perna amputada se classifica para Olimpíada:
Martine e Isabel, que classificaram o Brasil para a Olimpíada no Mundial de Perth, na Austrália, em dezembro de 2011, foram superadas por Oliveira/ Barbachan na seletiva nacional de vela, realizada em fevereiro deste ano, em Búzios. Para desempatar a disputa, será utilizada a etapa da Copa do Mundo de Palma de Maiorca, na Espanha, que começa no dia 31 de março. Quem tiver melhor desempenho lá, fica com a vaga.
Por conta da maior experiência da timoneira Fernanda Oliveira, Lars Grael acha que sua sobrinha (Martine é filha de Torben Grael, irmão de Lars), apesar do "potencial ilimitado", não se classificará para os Jogos de Londres. "A Fernanda Oliveira, eu acho que em termos de pressão psicológica parece reagir melhor, parece ser mais versátil. Então eu acho que em termos de chance, a chance maior para a vaga é da Fernanda", afirmou o velejador em entrevista ao Terra.
Lars Grael acredita também que a dupla gaúcha formada por Oliveira e Barbachan tem mais chance de obter êxito na Olimpíada. "Para Londres, a chance maior de medalha é da Fernanda". Entretanto, o velejador, que tem duas medalhas olímpicas no vasto currículo, vê uma situação bem diferente nos Jogos de 2016, que serão no Rio.
"Para o Rio de Janeiro eu já acho que todo o favoritismo reverte para a Martine. Ela vai ter mais quatro anos para ganhar experiência e tem uma proeira que é medalhista olímpica. Eu diria que apostaria dinheiro que dali sai medalha no Rio de Janeiro", atestou com confiança Lars Grael.
Nesta disputa pela vaga em Londres, a timoneira Fernanda Oliveira enfrenta sua ex-proeira, Isabel Swan. Juntas, elas conquistaram a primeira (e única até então) medalha olímpica da vela feminina brasileira com o terceiro lugar da classe 470 nos Jogos de Pequim, em 2008. "A Fernandinha e a Isabel fizeram história em Pequim. Eu acho que isso foi formidável", disse Lars sobre o bronze das meninas, que depois da Olimpíada se separaram.
"Houve um desgaste de relacionamento entre elas, normal entre velejadores, você passa quatro anos dividindo o mesmo quarto, o mesmo carro, o mesmo barco", avaliou Lars Grael, que considerou positiva a decisão: "eu acho que a divisão foi saudável".
Londres 2012 no Terra
O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.
Os britânicos estão insatisfeito com o uniforme olímpico moderno, querem impedir atletas com histórico de doping de competir e exigem padrão de qualidade para que seus representantes não decepcionem em casa; Entenda a postura rígida do Reino Unido para os Jogos Olímpicos de Londres
Foto: Getty Images
Padrão de qualidadeApesar de ser agraciado com o direito de colocar representantes em todas as modalidades olímpicas por ser país-sede, o Reino Unido exige de seus atletas padrões mínimos de qualidade para confirmar o uso das vagas. A equipe de ginástica rítmica não alcançou a meta e quase ficou fora do evento
Foto: Getty Images
Padrão de qualidadeO objetivo do Comitê Organizador comandado por Sebastian Coe, em parceria com o Comitê Olímpico Britânico, é assegurar representatividade para que haja um legado em todos os esportes
Foto: Getty Images
Padrão de qualidadeA equipe feminina de ginástica rítmica ficou a apenas 0.273 da meta exigida no evento-teste para a Olimpíada e foi excluída do evento. As atletas precisaram recorrer ao Sports Resolution UK, tribunal independente criado para resolver disputas na área esportiva
Foto: Getty Images
Doping Para o Comitê Olímpico Britânico (BOA), trata-se de uma questão de honra não contar com atletas que tenham caso de doping no histórico. Um atleta tenta romper essa tradição: Dwain Chambers
Foto: Getty Images
Doping Atletas com condenação por uso de substâncias ilegais são impedidos de disputar Olimpíada pelo Comitê Olímpico Britânico, independentemente da punição já ter sido cumprida. Para a Agência Mundial Antidoping (Wada), a medida configura um castigo extra e seria ilegal
Foto: Getty Images
Doping Chambers foi pego por doping em 2003, admitiu o erro, ajudou nas investigações e cumpriu os dois anos de suspensão do esporte. Agora, tenta obter a liberação com a ajuda da Agência Mundial Antidoping
Foto: Getty Images
Wild cardExcluído do revezamento da Tocha Olímpica pelo território britânico, o ex-esquiador Eddie Edwards expôs uma opinião do presidente do Comitê Organizador Local dos Jogos de Londres, o ex-atleta Sebastian Coe: a contrariedade ao wild card
Foto: Getty Images
Wild Card O Wild Card é um passe que permite que atletas possam disputar o evento mesmo sem ter cumprido os critérios de classificação pré-estabelecido. Seu uso mais comum é para incentivar o desenvolvimento do esporte em nações carentes. Coe seria contrário por acreditar que apenas os melhores merecem vaga
Foto: Getty Images
Wild CardO presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, também já se manifestou neste sentido, defendendo o fim do sistema de distribuição de vagas
Foto: Getty Images
Britânicos de Plástico "Britânicos de plástico" foi a denominação usada para se referir a atletas não nascidos na Grã-Bretanha, mas que representarão o país nos Jogos Olímpicos de Londres. As críticas vêm principalmente pela conveniência encontrada pelos estrangeiros no time britânico e pela falta de patriotismo dos mesmos
Foto: Getty Images
Britânicos de plástico O maior exemplo disso vem da velocista Tiffany Porter, que nasceu nos Estados Unidos, é filha de pai nigeriano e mãe britânica, e foi a capitã do time de atletismo da Grã-Bretanha no Mundial Indoor de Istambul, em março. Um jornalista pediu à atleta para cantar o hino ingles God Save the Queen durante uma entrevista, e ela não soube recitar sequer os primeiros versos
Foto: Getty Images
Uniforme "moderno" Desenhado por Stella McCartney, filha do ex-Beatle Paul McCartney, o uniforme britânico para os Jogos Olímpicos tem traços modernistas que desconstroem a bandeira do Reino Unido, espalhando formas geométricas pelo tecido. No entanto, não agradou entre os britânicos
Foto: Getty Images
Uniforme "moderno" Os jornais fizeram muitas críticas ao modelo principalmente por não apresentar a bandeira britânica de forma clara. A falta do vermelho também incomodou muito, gerando um temor de que pudesse causar protestos por parte dos atletas galeses
Foto: Getty Images
Uniforme "moderno" O jornal The Guardian até resgatou um estudo indicando que atletas em vermelho se destacam mais em competições