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Confira erros e acertos da Olimpíada de Inverno de Sochi

24 fev 2014
08h07
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O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, foi otimista ao fazer uma análise final da Olimpíada de Inverno de 2014, em Sochi (Rússia): “do transporte à segurança, às vilas olímpicas, à comida, tudo foi excelente”. No entanto, nem tudo foram flores entre os dias 6 e 23 de fevereiro, período no qual a cidade-balneário à beira do Mar Negro recebeu sua primeira Olimpíada. Sochi acertou em algumas questões, mas não escapou de erros.

Fogos da cor russa iluminam céu de Sochi em encerramento
Fogos da cor russa iluminam céu de Sochi em encerramento
Foto: Reuters

O Terra revisitou alguns pontos que apareciam como “vacilos” antes da estreia da Olimpíada de 2014, e sentiu pouca evolução após 17 dias. Os acertos anteriores, em compensação, não se perderam. No fim das contas, a cidade se despede com um clima positivo, mas com alguns assuntos que ficaram pendentes.

Para resumir, a reportagem avaliou sete pontos cruciais dos Jogos Olímpicos de Sochi 2014: segurança, voluntariado, manifestações políticas, trânsito, clima olímpico, instalações e alimentação. Quatro deles se saíram bem, enquanto os outros três... Confira:

Segurança: acerto
O momento era de tensão na Rússia, diante que dois atentados a bomba no fim de 2013 mataram pelo menos 30 pessoas em Volgogrado (cerca de 690 km de distância de Sochi). O movimento separatista que assumiu a autoria dos atos prometeu novas manifestações durante a Olimpíada de Inverno de 2014, o que motivou um forte esquema de segurança para as competições. No entanto, muitos policiais pela cidade-sede e um sem-número de voluntários ficaram responsável por evitar qualquer incidente digno de nota. Revistas nos trens, avisos nas composições, detectores de metais e muitas outras medidas fizeram com que Sochi passasse ilesa pelos Jogos Olímpicos de 2014.

<p>Voluntária aproveita sol na Olimpíada de Inverno</p>
Voluntária aproveita sol na Olimpíada de Inverno
Foto: AP

Voluntários: erro
Eles melhoraram ao longo das competições, mas estiveram longe do ideal. Os voluntários da Olimpíada de 2014 eram animados e bem-intencionados, mas não foram raras as vezes em que não sabiam falar inglês ou se equivocavam ao passar informações. Até o presidente do COI, Thomas Bach, brincou com a situação. “O sucesso destes Jogos Olímpicos se deve também aos voluntários, que mostraram o melhor da hospitalidade russa e da eficiência. Você sempre os vê sorrindo – na maioria das vezes, com a informação correta”, sorriu Bach.

Manifestações: erro
O calcanhar de Aquiles da organização da Olimpíada de Inverno de Sochi, sem dúvida. Diante da Cartilha Olímpica, os atletas acabaram desencorajados a quaisquer manifestações em instalações esportivas – fossem elas de apoio a outros atletas ou contra situações políticas. Fora dos ginásios, porém, o governo russo não conseguiu evitar: a banda Pussy Riot foi ao Porto de Sochi para gravar imagens para um clipe de uma música contra Vladimir Putin, mas acabou detida sob suspeita de roubo. Liberadas, voltaram para o local no dia seguinte e foram recebidas a chicotadas por policiais.

Integrantes da banda punk Pussy Riot são agredidas por guardas, em Sochi
Integrantes da banda punk Pussy Riot são agredidas por guardas, em Sochi
Foto: AP

Trânsito: acerto
A organização acertou em cheio ao dividir as instalações olímpicas em dois grupos, “da costa” e “da montanha”. Com sedes próximas umas das outras e de suas respectivas vilas olímpicas, a Olimpíada de Sochi conseguiu evitar longos deslocamentos de atletas. Para turistas, moradores, jornalistas e outros grupos que precisavam de deslocamentos, haviam ônibus e trens gratuitos, em horários regulares, levando a diversos pontos de interesses – hotéis, aeroporto, estações rodoferroviárias e os próprios locais de provas.

Bandeira russa foi a mais vista nos pódios em Sochi 2014
Bandeira russa foi a mais vista nos pódios em Sochi 2014
Foto: Getty Images

Clima olímpico: acerto
Os russos não são os torcedores mais animados do mundo, certamente, mas não decepcionaram nas competições em casa. Apesar dos constantes assentos vazios em algumas modalidades, os torcedores presentes repetiam sem parar seus gritos de “Rossija, Rossija”. “O sucesso do time da casa é sempre parte do sucesso dos Jogos Olímpicos”, analisou Thomas Bach. “Vimos isso em muitos países. Vimos isso com o Grã-Bretanha em Londres (sede da Olimpíada de 2012). Se a equipe faz sucesso, os palcos estão mais cheios e a atmosfera olímpica se constrói”, completou.

Instalações: acerto

<p>O Completo Esportivo de Gangneung reuniu os ginásios de hóquei, curling e patinação</p>
O Completo Esportivo de Gangneung reuniu os ginásios de hóquei, curling e patinação
Foto: Divulgação

Chegar a qualquer local de prova, fosse ele estádio, ginásio ou centro de competições, era relativamente fácil – embora nem sempre o tempo de deslocamento até lá fosse curto. Uma vez dentro, atletas, espectadores e jornalistas se deparavam com locais confortáveis, arquibancadas bem localizadas, pontos de alimentação acessíveis, vestiários, banheiros e salas de imprensa em excelentes condições. Em todos os locais, o serviço de internet sem fio funcionou de maneira exemplar.

Comida: erro
Faltaram opções culinárias em Sochi para receber visitantes de outros países. No perímetro olímpico, era comum que as opções se restringissem a uma rede de fast food e a uma marca de refrigerantes, ambas parceiras do COI. Porém, pela cidade, encontrar restaurantes com cardápios bilíngues não era tarefa simples. Para qualquer horário, muitas vezes a alternativa mais viável eram os cafés, com opções restritas.

Fonte: Terra
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