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Jogadores da Copa do Mundo enfrentam padrão crescente de abuso racista, alerta a Fifpro

4 jul 2026 - 14h46
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Os jogadores da ‌Copa do Mundo estão sofrendo um "padrão crescente de abusos" que inclui ataques racistas e discriminatórios tanto online quanto pessoalmente, afirmou neste sábado o sindicato global de jogadores Fifpro, ao exigir medidas urgentes.

Com o torneio chegando às oitavas ⁠de final, a Fifpro pediu uma ação coletiva para proteger ‌os jogadores contra o aumento dos abusos relacionados ao escrutínio da mídia e às repercussões das partidas ‌à medida que as seleções são ‌eliminadas.

"Nas últimas semanas, os jogadores têm enfrentado abusos ⁠online e pessoalmente, muitos deles de caráter racista e discriminatório", afirmou a Fifpro em comunicado.

"Tem havido intimidação e hostilidade fora de campo. Esses incidentes não são isolados; eles apontam para um padrão sistêmico que não pode continuar sendo ‌aceito no futebol ou na sociedade."

"Os jogadores carregam nas costas ‌as expectativas de ⁠uma nação, ⁠mas isso nunca deve ocorrer às custas de sua segurança, dignidade ou ⁠bem-estar, nem os abusos ‌devem ser considerados como ‌parte do jogo."

A Fifa informou que seu Serviço de Proteção nas Redes Sociais registrou um aumento de 13 vezes nos abusos online durante a fase de ⁠grupos da Copa do Mundo, sendo que 11% deles tiveram motivação racial.

Na fase eliminatória, os jogadores holandeses Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville sofreram abusos racistas online após perderem pênaltis ‌na derrota para o Marrocos na fase de 16 avos.

"A seleção nacional é uma extensão do local de trabalho ⁠dos jogadores e, como tal, eles devem ser protegidos", acrescentou a Fifpro.

"Embora medidas importantes tenham sido tomadas, a Fifpro apela às partes interessadas do futebol, bem como aos atores públicos e privados, para que intensifiquem seus esforços, já que o monitoramento e a denúncia, por si sós, não podem mudar comportamentos nem prevenir danos."

"Deve haver consequências significativas para os responsáveis e um compromisso coletivo por parte de grupos, incluindo autoridades policiais, plataformas de mídia social, mídia, torcedores e o público, para reverter essa tendência."

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