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Jogadores argentinos exibem faixa política sobre as Malvinas após partida contra a Inglaterra

15 jul 2026 - 20h46
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Os jogadores ‌da Argentina exibiram uma faixa política com os dizeres "As Malvinas são argentinas" após a vitória por 2 x 1 sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo, nesta quarta-feira, em ⁠uma aparente violação das regras da Fifa.

O Código ‌de Conduta nos Estádios da Fifa proíbe "bandeiras, faixas, panfletos, roupas e outros acessórios de natureza ‌política, ofensiva e/ou discriminatória" dentro ‌dos estádios.

A entidade que rege o ⁠futebol mundial não respondeu a um pedido de comentário em um primeiro momento.

A questão da soberania sobre as ilhas no Atlântico Sul, conhecidas pelos britânicos como Falklands e pelos argentinos como ‌Malvinas, tem sido um ponto delicado de longa ‌data nas relações ⁠entre os ⁠dois países.

Eles travaram um breve conflito pelas ilhas em 1982, ⁠no qual ‌morreram 649 soldados argentinos ‌e 255 combatentes britânicos. O Reino Unido acabou vencendo, e a grande maioria dos residentes das ilhas afirmou que deseja permanecer como ⁠parte do Reino Unido.

Mas faz tempo que a Argentina alega que herdou as ilhas da Espanha após sua independência em 1816 e que o Reino ‌Unido assumiu o controle em 1833 por meio de um ato colonial ilegal.

Lisandro Martínez e Giovani ⁠Lo Celso ergueram a bandeira, sorrindo, e acenaram para os torcedores nas arquibancadas. Não ficou claro de onde a bandeira havia vindo.

Não é a primeira vez que bandeiras políticas se tornam uma questão nesta Copa do Mundo. No mês passado, em Los Angeles, iranianos-americanos agitaram bandeiras pré-revolucionárias — símbolos de protesto contra o governo de Teerã — durante uma partida do Irã. Esses jogos transcorreram sem incidentes.

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