Israel defende que futebol e política permaneçam separados após Irlanda votar a favor de partida
A Federação Israelense de Futebol defendeu a separação entre esporte e política após a seleção da Irlanda votar a favor de disputar a partida da Liga das Nações entre os dois países, na Hungria. O confronto gerou forte tensão e protestos devido às críticas irlandesas à guerra em Gaza, levando ao adiamento de treinos e à recusa da equipe em cumprimentar os adversários. Apesar dos atritos e de tentativas anteriores de suspender Israel de torneios, a federação israelense celebrou a realização do jogo.
A Federação Israelense de Futebol afirmou que o futebol e a política devem permanecer separados, após os jogadores da Irlanda terem votado, neste sábado, a favor da realização de partida da Liga das Nações entre as duas seleções, marcada para domingo, na Hungria.
Os jogadores da Irlanda adiaram a coletiva de imprensa pré-jogo e o treino após um membro da equipe anunciar sua intenção de se retirar devido a seu desconforto em jogar contra Israel.
A Irlanda é um dos críticos mais veementes da Europa em relação à guerra de Israel em Gaza, e houve inúmeros protestos pedindo que a seleção não disputasse os jogos contra Israel.
"O que nos alegra hoje é que o futebol venceu", afirmou a Federação Israelense de Futebol em um comunicado no início de sua coletiva de imprensa.
"A separação entre futebol e política deve ser mantida; qualquer outra abordagem significa caos e uma descida perigosa por uma ladeira escorregadia, levando a consequências desastrosas para o esporte que todos nós amamos."
"A Federação de Futebol da Irlanda (FAI, na sigla em inglês) e os jogadores da seleção nacional fizeram a coisa certa ao reconhecer isso, mesmo que tenha demorado um pouco mais do que deveria. No entanto, antes tarde do que nunca."
A FAI, que votou em novembro para que sua diretoria solicitasse à UEFA a suspensão de Israel das competições europeias, aprovou uma moção a favor da realização dos jogos em julho.
O presidente-executivo da FAI, David Courell, afirmou que os jogadores não devem participar de mais nenhuma obrigação com a mídia e não devem apertar a mão dos jogadores de Israel antes da partida, em contraste com a declaração israelense.
"As bandeiras serão hasteadas, os hinos serão tocados, e os jogadores e técnicos de ambas as equipes terão a oportunidade de apertar as mãos e respeitar uns aos outros", afirmou o comunicado israelense.
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