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Pezzolano é sincero ao falar sobre mudanças no time titular do Internacional

29 ago 2026 - 15h47
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Resumo
Após o empate sem gols entre Internacional e Grêmio pela Copa do Brasil, o técnico Paulo Pezzolano justificou as mudanças táticas na equipe, como as entradas de Paulinho e Calebe nas vagas de Alan Patrick e Bruno Henrique. Segundo o treinador, a estratégia buscou maior presença de área e jogadas individuais. Apesar da proposta ofensiva, o rival dominou o primeiro tempo, e o Colorado só equilibrou o duelo na etapa final, mantendo a igualdade no Beira-Rio.

Na quinta-feira (27), o Internacional e o Grêmio empataram sem gols no Beira-Rio, na primeira partida válida pelas quartas de final da Copa do Brasil. Um importante assunto do clássico foi a escalação inicial promovida pelo técnico Paulo Pezzolano, que decidiu alterar a base titular recente da equipe.

Foto: Paulo Pezzolano em coletiva ( Ricardo Duarte/Internacional) / Gávea News

Jogadores que vinham ganhando sequência, como Alan Patrick e Bruno Henrique, começaram a partida no banco de reservas. Para assumir essas vagas, o treinador escalou Paulinho e Calebe, desmanchando a estrutura mais compacta e focada em transições que havia sido utilizada contra o Corinthians.

A comissão técnica justificou as modificações com foco exclusivo na tática planejada para o duelo. Não houve nenhum motivo individual para as ausências dos meias titulares, mas sim a busca por características físicas e técnicas diferentes para aumentar a presença do time no campo ofensivo.

O objetivo central da nova formação era garantir um homem de referência perto do gol adversário. "Queria jogar com um centroavante, precisávamos de um jogador dentro da área. Queríamos mudar alguma coisa para ganhar", detalhou o treinador uruguaio durante a entrevista coletiva.

Uma das escolhas mais específicas de Pezzolano foi a utilização de Calebe pelo lado direito. O jogador ganhou a posição que também era disputada por Braian Aguirre, alterando o perfil do setor para um formato com características de criação em vez de contenção.

A decisão buscou explorar as jogadas individuais e as finalizações de média distância contra a defesa rival. "Pela direita, queria colocar um jogador mais de ataque e não tão defensivo. Por isso não optei pelo Aguirre, optei pelo Calebe. O Calebe tem o um contra um para dentro, com a canhota, tem bom chute de fora da área", relatou.

Na prática, o planejamento tático do Internacional encontrou barreiras logo nos minutos iniciais do confronto. O Grêmio ajustou a sua marcação com rapidez, bloqueou os espaços mapeados pelo time mandante e apresentou ampla superioridade no campo durante a primeira etapa do jogo.

Pezzolano reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo seu esquema e admitiu o melhor desempenho do adversário nos 45 minutos iniciais. A equipe colorada só conseguiu apresentar melhorias e equilibrar as ações dentro de campo após o intervalo, consolidando o empate no placar final.

Gávea News
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