Infantino admite ligação de Trump, mas garante 'independência' da Fifa
Declaração é dada após presidentes de EUA e Fifa revogarem expulsão sobre Folarin Bagolun
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reforçou nesta segunda-feira (6) a autonomia das instâncias disciplinares da entidade máxima do futebol ao comentar a recente polêmica envolvendo a revogação da suspensão automática de atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos.
A declaração foi dada após o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar ter entrado em contato com Infantino para conversar sobre o cartão vermelho aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, na partida contra a Bósnia e Herzegovina pela segunda fase da Copa do Mundo.
"Os órgãos judiciais da Fifa são independentes. Eles atuam de forma autônoma; sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol e deve ser sempre respeitada", afirmou Infantino.
O dirigente também comentou sua relação com líderes políticos e revelou ter recebido contato direto de Trump.
"Converso regularmente sobre a Copa do Mundo com presidente dos EUA e, nesse caso, de fato recebi uma ligação do presidente Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado de todo o mundo", disse.
Sobre as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA, Infantino reconheceu divergências de opinião: "Às vezes as decisões me surpreendem. Às vezes concordo com elas, às vezes não".
Segundo comunicado divulgado no X pelo perfil Fifa Media, Infantino explicou que informou Trump sobre a existência de procedimentos conduzidos por instâncias disciplinares e judiciais independentes da entidade, ressaltando que as decisões cabem exclusivamente às autoridades competentes dentro da estrutura da Fifa.
"Durante a conversa com o presidente Trump, expliquei que processos envolvendo os órgãos judiciais independentes da Fifa estavam em andamento e que o caso seria decidido no momento oportuno pelas autoridades competentes", disse Infantino.
Ele reforçou ainda o princípio de autonomia dessas instâncias internas. "É assim que funciona o sistema da Fifa, e é um princípio que sempre defenderei. O que sempre faço é respeitar tais decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Se gostamos ou não pessoalmente de uma decisão, isso é irrelevante. O respeito às instituições independentes e ao Estado de Direito é o que salvaguarda a integridade das nossas competições e a credibilidade da Fifa em todos os momentos", completou.
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