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Infantino admite ligação de Trump, mas garante 'independência' da Fifa

Declaração é dada após presidentes de EUA e Fifa revogarem expulsão sobre Folarin Bagolun

6 jul 2026 - 13h51
(atualizado às 14h00)
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reforçou nesta segunda-feira (6) a autonomia das instâncias disciplinares da entidade máxima do futebol ao comentar a recente polêmica envolvendo a revogação da suspensão automática de atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos.

Infantino negou interferência em decisão que tirou cartão vermelho de jogador dos EUA
Infantino negou interferência em decisão que tirou cartão vermelho de jogador dos EUA
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração foi dada após o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar ter entrado em contato com Infantino para conversar sobre o cartão vermelho aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, na partida contra a Bósnia e Herzegovina pela segunda fase da Copa do Mundo.

"Os órgãos judiciais da Fifa são independentes. Eles atuam de forma autônoma; sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol e deve ser sempre respeitada", afirmou Infantino.

O dirigente também comentou sua relação com líderes políticos e revelou ter recebido contato direto de Trump.

"Converso regularmente sobre a Copa do Mundo com presidente dos EUA e, nesse caso, de fato recebi uma ligação do presidente Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado de todo o mundo", disse.

Sobre as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA, Infantino reconheceu divergências de opinião: "Às vezes as decisões me surpreendem. Às vezes concordo com elas, às vezes não".

Segundo comunicado divulgado no X pelo perfil Fifa Media, Infantino explicou que informou Trump sobre a existência de procedimentos conduzidos por instâncias disciplinares e judiciais independentes da entidade, ressaltando que as decisões cabem exclusivamente às autoridades competentes dentro da estrutura da Fifa.

"Durante a conversa com o presidente Trump, expliquei que processos envolvendo os órgãos judiciais independentes da Fifa estavam em andamento e que o caso seria decidido no momento oportuno pelas autoridades competentes", disse Infantino.

Ele reforçou ainda o princípio de autonomia dessas instâncias internas. "É assim que funciona o sistema da Fifa, e é um princípio que sempre defenderei. O que sempre faço é respeitar tais decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Se gostamos ou não pessoalmente de uma decisão, isso é irrelevante. O respeito às instituições independentes e ao Estado de Direito é o que salvaguarda a integridade das nossas competições e a credibilidade da Fifa em todos os momentos", completou. 

Ansa - Brasil
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