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Grupo de defesa dos direitos humanos pede que Fifa impeça tentativa de reeleição de Infantino devido a limites de mandato

17 ago 2026 - 11h09
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A organização de direitos ‌humanos FairSquare pediu à Fifa que determine que Gianni Infantino não está apto a concorrer a outro mandato como presidente da entidade, argumentando que ele já cumpriu o máximo de três mandatos permitidos pelos estatutos da organização.

Os presidentes da Fifa estão ⁠limitados a três mandatos. No entanto, em 2022, Infantino argumentou com ‌sucesso que seu primeiro mandato, que teve início quando foi eleito em um Congresso Extraordinário em 2016 após a ‌renúncia de Sepp Blatter, não deveria ser ‌contabilizado nesse limite, pois completou um mandato interrompido.

Em uma ⁠carta enviada ao Comitê de Governança, Auditoria e Conformidade (GACC) da Fifa, conforme noticiado pelo The Athletic, a FairSquare afirmou que essa interpretação é inconsistente com os estatutos da Fifa.

"A denúncia que apresentamos fornece evidências claras de que se trata de uma ‌violação evidente das regras e que abre um precedente muito perigoso", ‌disse o diretor da ⁠FairSquare, Nicholas ⁠McGeehan, à Reuters.

"As regras estabelecem claramente que três mandatos presidenciais são o ⁠máximo permitido; a Fifa não ‌pode simplesmente contornar essa ‌regra — que serve como um freio ao poder presidencial — alegando que seu primeiro mandato não conta."

Infantino enfrenta um escrutínio cada vez maior antes do Congresso da Fifa do próximo ⁠ano, onde se espera que ele busque a reeleição para o ciclo de 2027 a 2031. A votação está marcada para ocorrer no Marrocos, em 18 de março.

Na semana passada, a Uefa, a Confederação Asiática ‌de Futebol e a Concacaf pediram uma revisão da conduta de Infantino depois que a Fifa propôs a criação de ⁠uma subsidiária de US$20 bilhões ligada às suas competições, incluindo a Copa do Mundo, para atrair investimentos privados.

Fontes a par da situação afirmaram que as três confederações viram a carta como uma oportunidade para Infantino se afastar com sua dignidade intacta.

Várias federações nacionais também manifestaram preocupações. O diretor-executivo da Federação Escocesa de Futebol, Ian Maxwell, disse à BBC nesta segunda-feira que sua federação não apoiará a reeleição de Infantino.

Infantino, no entanto, mantém o apoio das confederações africana e sul-americana.

A Reuters entrou em contato com a Fifa para obter comentários.

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