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Lesionado, Werley luta contra o tempo para reforçar o Grêmio na Colômbia

8 mai 2013 - 08h00
(atualizado às 08h01)
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<p>Para zagueiro, acompanhar do lado de fora do campo é difícil: ''dá um sentimento de impotência''</p>
Para zagueiro, acompanhar do lado de fora do campo é difícil: ''dá um sentimento de impotência''
Foto: Lucas Uebel/TXT / Divulgação

O zagueiro gremista Werley luta contra o tempo para ficar a disposição do técnico Vanderlei Luxemburgo e poder enfrentar os colombianos do Santa Fé, pelo jogo da volta das oitavas de final da Copa Libertadores da América, no dia 16 de maio, em Bogotá.

O defensor gremista sofreu uma lesão muscular na coxa na partida contra o Huachipato, do Chile, na ultima rodada da fase de grupos da Libertadores. A lesão aconteceu no dia 18 de abril e a previsão dos médicos do Grêmio na época era de no mínimo quatro semanas de recuperação, o que deixaria o defensor tricolor fora dos dois jogos das oitavas de final.

A recuperação de Werley, no entanto, vem surpreendendo os médicos do Grêmio e o jogador está confirmado na delegação que viaja na próxima quarta-feira para Colômbia, onde irá finalizar a preparação para o jogo contra o Santa Fé. O zagueiro atendeu a reportagem do Terra e, entre os assuntos, falou também sobre o desejo de defender a Seleção Brasileira.

Terra - Como está a recuperação? Acha que pode estar em campo diante do Santa Fé?

Werley -

A recuperação está boa, melhorando pouco a pouco. Venho tratando em dois turnos para me recuperar o quanto antes, respeitando meus limites e o trabalho do departamento médico do clube. Nossa equipe de fisioterapeutas é muito boa. Tenho tudo que preciso para voltar bem.

O Grêmio visita o Huachipato do Chile nesta quarta-feira e precisa da vitória para garantir sua classificação. Em caso de triunfo e tropeço do Fluminense contra o Caracas, o primeiro lugar do grupo será a recompensa
O Grêmio visita o Huachipato do Chile nesta quarta-feira e precisa da vitória para garantir sua classificação. Em caso de triunfo e tropeço do Fluminense contra o Caracas, o primeiro lugar do grupo será a recompensa
Foto: AFP
Terra - É mais difícil acompanhar o time dentro ou fora de campo, como foi o seu caso na ultima quarta-feira?

Werley -

Fora é muito mais difícil, dá um sentimento de impotência. Você fica se imaginando em campo, o que faria em determinada jogada. Sofri como os torcedores e vibrei como eles também. Foi um jogo emocionante e, no final, conseguimos um resultado importante.

Terra - Como você analisa a situação do Cris, que é seu companheiro de defesa?

Werley -

É um jogador importante para o grupo, experiente e vitorioso.

Terra - O Grêmio vai antecipar a viagem para buscar uma adaptação à altitude. Que tipo de benefício esta situação pode trazer?

Werley -

Nossa comissão técnica tem bastante experiência, sabe lidar com essa situação de altitude. Fizemos uma boa preparação para o jogo contra a LDU e o desempenho dentro de campo foi bom. Sou a favor de tudo que puder ser feito para nos trazer vantagem.

Terra - O que te chamou atenção em relação ao Santa Fé e que o Grêmio tem que cuidar em relação ao jogo da volta?

Werley -

É um time que tem qualidade, sabe valorizar a posse de bola. Não fizeram a segunda melhor campanha da fase de grupos por acaso. Só vencemos o primeiro jogo porque fomos bem, tivemos atitude e conseguimos construir a vantagem. Vai ser difícil, mas temos totais condições de seguir em frente.

Terra - O que você está achando do Atlético-MG, time que te formou como jogador? Muitos dizem que é o melhor time da Libertadores.

Werley -

Vem apresentando um futebol muito regular, fazendo bons jogos dentro e fora de casa. O Atlético conseguiu uma vitória importante contra o São Paulo, no Morumbi. Mas o melhor time da Libertadores só vamos conhecer quando a competição acabar.

Terra - O Felipão está montando a Seleção Brasileira. Acha que pode ser convocado para os próximos amistosos?

Werley -

Acho que o desempenho da Seleção na Copa das Confederações vai ser importante para as avaliações do Felipão. Ele vem tentando ajustar a base. É um técnico campeão, que tem história na Seleção. Claro que todo jogador de um grande clube sonha em ser convocado, mas eu tenho os pés no chão e trabalho todos os dias para melhorar e ajudar o meu time. Quero estar bem para conquistar títulos com o Grêmio e ser opção para o Felipão.

Fonte: Cristiano Leonardo S. da Silva Jornalismo - Especial para o Terra Cristiano Leonardo S. da Silva Jornalismo - Especial para o Terra
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