Grêmio: Marlon é sincero ao reconhecer erros
Em reta final de temporada, o lateral Marlon defendeu uma reformulação no Grêmio e afirmou que quem não rendeu deve sair. Ele admitiu que o elenco errou ao minimizar a má fase e assumiu a responsabilidade pela situação do time, isentando os técnicos Renato Portaluppi e Luís Castro, além da diretoria, pelo fraco desempenho dos jogadores. Marlon destacou que o clube precisa avaliar individualmente quem merece continuar no próximo ano assim que confirmar sua permanência na Série A.
Na reta final do Brasileirão, Marlon defendeu mudanças no elenco do Grêmio para a próxima temporada. O lateral-esquerdo reconheceu erros cometidos pelos jogadores em 2026 e afirmou que o clube precisará avaliar quem merece continuar em 2027, após definir sua permanência na Série A.
Durante entrevista coletiva na sexta-feira (23 de outubro), na Arena, o defensor afirmou que nem todos aproveitaram as oportunidades recebidas. Na visão dele, atletas que não corresponderam devem deixar o clube.
"Tem que ser feito um balanço, sim. Quem tiver apto e quem, na denominação das pessoas, tiver condição de permanecer, permanece. E quem não entregou, quem não aproveitou essa oportunidade, tem que ir embora, porque assim que a gente sabe. O futebol é um triturador de pessoas, amanhã ou depois eu posso ser um desses também, como já fui em outros lugares da minha carreira", disse Marlon.
A cobrança não significa que exista uma lista de dispensas. O lateral defendeu um balanço ao fim da temporada, levando em consideração o rendimento dos atletas e as necessidades do Grêmio para o próximo ano.
Marlon também revelou que o grupo discutiu seus problemas internamente em diferentes momentos. Apesar dessas conversas, admitiu que os jogadores chegaram a minimizar a situação e deixaram a reação para depois.
"A gente lavou nossa roupa suja internamente algumas vezes durante a temporada, mas também tapamos o sol com a peneira muitas vezes, quando as vitórias não aconteciam. Eu tive alguns momentos fora durante a temporada, mas estava presente, envolvido nessas conversas. E a gente foi deixando a coisa acontecer, a coisa acontecer, a coisa acontecer. Quando vê, está na situação que está hoje, e nós nos colocamos nessa situação".
Questionado sobre os treinadores, Marlon saiu em defesa de Luís Castro. Afirmou que o português trabalhou com dedicação e não queria deixar o Grêmio nessa condição. Também reforçou que Renato Portaluppi e os dirigentes não podem ser responsabilizados por todas as falhas cometidas pelos atletas dentro de campo.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.