Grêmio é processado por dívida de R$ 1,15 milhão com empresa responsável pelo programa de sócios
O Grêmio é alvo de duas ações judiciais movidas pela agência End to End, que cobra R$ 1,15 milhão por pagamentos atrasados relacionados à gestão do programa de sócios do clube. Segundo reportagem do "Sport Insider", a dívida envolve cerca de R$ 950 mil em 15 notas fiscais não pagas, com o valor atualizado por […]
O Grêmio enfrenta duas ações judiciais movidas pela agência End to End, que cobra R$ 1,15 milhão por serviços atrasados de gestão e software do programa de sócios desde abril. O clube rescindiu o contrato em setembro e lançou um sistema próprio, gerando suspeitas de plágio negadas pela diretoria, que alegou medidas preventivas e problemas de fluxo de caixa. Enquanto a agência busca os valores na Justiça, o Grêmio prepara a transição dos serviços para novas empresas em dezembro.
O Grêmio é alvo de duas ações judiciais movidas pela agência End to End, que cobra R$ 1,15 milhão por pagamentos atrasados relacionados à gestão do programa de sócios do clube. Segundo reportagem do "Sport Insider", a dívida envolve cerca de R$ 950 mil em 15 notas fiscais não pagas, com o valor atualizado por multas, juros e correção monetária. Os processos foram apresentados nas varas cíveis de Porto Alegre e São Paulo, nos dias 19 e 20 de outubro. A parceria entre o clube e a empresa começou em setembro de 2021, mas os pagamentos teriam sido interrompidos em abril deste ano.
A cobrança envolve dois contratos: um com a End to End, responsável pela inteligência de marketing aplicada ao programa de sócios, e outro com a Fun to Fan, voltado ao desenvolvimento do software utilizado no sistema. Conforme a reportagem, as empresas enviaram uma notificação extrajudicial em julho. Em agosto, o Grêmio teria alegado dificuldades de fluxo de caixa para justificar os atrasos. Em 29 de setembro, o clube comunicou a rescisão unilateral dos contratos, em meio à preparação para transferir os serviços relacionados à bilheteria e aos sócios para outras fornecedoras.
Além da dívida, a relação entre as partes foi marcada por uma controvérsia envolvendo a nova interface do programa de sócios do Grêmio. A reportagem aponta semelhanças entre a plataforma desenvolvida pelo clube e a versão anterior, criada pela End to End e pela Fun to Fan, incluindo textos, elementos visuais e a organização das informações. A suspeita de plágio, porém, ainda não foi formalizada em uma ação judicial. Segundo o clube, a nova interface foi desenvolvida como medida preventiva após ameaças de interrupção do serviço.
Em manifestação ao Sport Insider, o Grêmio afirmou que criou um sistema próprio para garantir a continuidade do atendimento aos torcedores e negou ter cometido plágio. O clube declarou que a plataforma foi desenvolvida integralmente do zero, sem utilização de códigos ou imagens produzidos pela End to End, e reconheceu a existência de valores residuais em discussão. A direção também informou que apresentará seus argumentos no processo judicial. A substituição da interface ocorreu em 16 de outubro, quando os acessos ao endereço do programa de sócios passaram a direcionar os usuários para o novo sistema.
A End to End, por sua vez, confirmou que recorreu à Justiça após meses de tentativas de negociação sem acordo. A empresa afirmou que manteve os serviços em funcionamento mesmo diante dos pagamentos atrasados e declarou que continua aberta a uma solução negociada. Sobre a controvérsia da interface, a agência ressaltou que, até o momento, a única questão levada formalmente à Justiça é a cobrança da dívida. A partir de dezembro, o Grêmio deverá substituir os atuais fornecedores da área pelas empresas Ingresse e Tomorrow.
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