Giovanni Malagò é eleito presidente da Federação Italiana de Futebol
Dirigente de 67 anos ganhou notoriedade como chefe do comitê olímpico do país
O ex-chefe do Comitê Olímpico Italiano (Coni) Giovanni Malagò foi eleito nesta segunda-feira (22) como novo presidente da Federação de Futebol da Itália (Figc), na esteira do terceiro fiasco seguido da Azzurra nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.
Malagò, 67 anos, recebeu 68,58% dos votos na assembleia federal da Figc e substitui Gabriele Gravina, que renunciou ao cargo após a derrota da Itália para a Bósnia e Herzegovina, nos pênaltis, na repescagem europeia para o Mundial de 2026.
"É verdadeiramente muito profundo e emocionante esse senso de responsabilidade. Não posso fazer nada sozinho, mas, com vocês, posso fazer tudo", declarou o novo chefe do futebol italiano.
Malagò foi candidatado pela Lega Serie A, entidade que administra a primeira divisão do país, com o apoio de 18 dos 20 clubes do campeonato (as exceções eram Lazio e Verona), e também contou com o apoio das associações italianas de jogadores (AIC) e treinadores (Aiac).
Ex-jogador de futebol de salão, Malagò é filho de um ex-vice-presidente da Roma e construiu carreira no mercado de venda de carros de luxo, porém sempre circulou com desenvoltura nos círculos esportivos da capital italiana.
Em fevereiro de 2013, em uma eleição considerada surpreendente à época, ele foi escolhido presidente do Coni, cargo no qual permaneceu até junho de 2025. Nesse período, ganhou crescente notoriedade devido ao desempenho dos esportes olímpicos da Itália, que vêm de recorde de medalhas tanto nos Jogos de Verão como nos de Inverno.
O dirigente também presidiu o Comitê Organizador das Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d'Ampezzo, realizadas em fevereiro passado e consideradas um sucesso de público e de imagem para a Itália.
Seu único adversário na disputa pela presidência da Figc era Giancarlo Abete, chefe da federação entre 2007 e 2014 e apoiado pela Liga Nacional de Amadores (LND), entidade responsável pela Série D e pelos campeonatos inferiores. Abete obteve 29,17% dos votos, enquanto 2,25% foram em branco.
A primeira tarefa de Malagò no novo cargo será contratar um treinador para a Itália, comandada interinamente por Silvio Baldini desde a queda de Gennaro Gattuso. Em seu discurso antes da votação, o dirigente prometeu uma "nova era" para o futebol italiano, que não disputa a Copa do Mundo desde 2014, no Brasil, e não chega ao mata-mata desde a campanha do tetra, em 2006. "Tenho apenas um objetivo: tornar a Itália grande de novo", declarou.
As eleições foram realizadas pelos 276 delegados dos sete componentes que formam a federação: as ligas de primeira (20 delegados), segunda (20), terceira (58) e quarta (91) divisões e os sindicatos de atletas (52), técnicos (26) e árbitros (9).
Ao todo, esses 276 delegados expressaram 516 votos, já que alguns grupos, como os clubes da Série A, têm peso maior relativo. A Liga Nacional de Amadores, que bancava Abete, detinha o maior número de votos: 176. Em seguida estavam os jogadores (103), a terceira divisão (88), a Série A (62), os técnicos (51), a Série B (26) e os árbitros (10).
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