Vasco define palco contra o Boca Juniors após veto ao Maracanã
Cruzmaltino encaminha São Januário como alternativa para semifinal da Copa Sul-Americana e aguarda aval da Conmebol
Após ter o uso do Maracanã vetado por Flamengo e Fluminense, o Vasco definiu São Januário para a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. A confirmação depende do aval da Conmebol, já que o estádio tem capacidade inferior à exigida pelo regulamento para a fase decisiva. Embora a mudança reduza o potencial de arrecadação com bilheteria, a escolha encerra provisoriamente o desgaste judicial com os administradores do Maracanã e assegura ao clube atuar em sua própria casa.
O Vasco encaminhou São Januário como palco do segundo jogo da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. A decisão ocorre depois da negativa para utilizar o Maracanã e coloca o estádio cruzmaltino no centro das discussões sobre o confronto.
A Agência RTI Esporte apurou que a escolha ainda depende de uma autorização da Conmebol. A capacidade de São Januário, pouco superior a 30 mil lugares, está abaixo do padrão normalmente exigido pela entidade para partidas das fases decisivas de suas competições.
O Vasco trabalha para obter uma liberação excepcional e conta com o apoio da Conmebol para viabilizar a realização da partida em sua própria casa. A diretoria do clube argentino também não teria se oposto à possibilidade.
São Januário ganha força para a semifinal
A alternativa ganhou espaço depois que Flamengo e Fluminense não liberaram o Maracanã para o Vasco. O estádio era a primeira opção para um confronto com grande potencial de público e arrecadação.
A diretoria cruzmaltina já decidiu utilizar São Januário na semifinal da Copa do Brasil. Na Sul-Americana, entretanto, a definição envolve exigências específicas da Conmebol, principalmente relacionadas à capacidade e à estrutura do estádio.
Maracanã volta a ficar fora dos planos
A negativa para a semifinal continental prolonga um conflito que o Vasco mantém com os administradores do Maracanã. Flamengo e Fluminense também haviam recusado a utilização do estádio pelo clube nas quartas de final da Copa do Brasil, contra o Vitória.
A relação se desgastou e também chegou à Justiça. Nas últimas semanas, o Vasco apresentou nova manifestação em processo que tramita no Rio desde 2023 contra o Flamengo, com o Fluminense como interessado.
A discussão envolve episódios relacionados à utilização do Maracanã. Um dos pontos contestados pelo Vasco foi uma acusação de que o gramado teria ficado "repleto de buracos" após uma partida contra o Palmeiras, em 2023.
A diretoria cruzmaltina questionou o relatório elaborado por uma empresa especializada apresentado no processo e citou decisões judiciais anteriores que, segundo sua argumentação, desconsideraram o documento.
O Gigante da Colina também apontou que Flamengo e Fluminense realizaram nove partidas no Maracanã em abril daquele ano, argumento utilizado para contestar a forma como o estádio vinha sendo administrado.
Escolha terá impacto financeiro
A utilização de São Januário representa uma solução esportiva, mas também reduz a capacidade de público em relação ao Maracanã. Em uma semifinal continental, a diferença pode ter impacto direto na arrecadação do clube.
Por outro lado, jogar em sua própria casa reduz a dependência do estádio administrado pelos rivais e mantém o confronto dentro de uma estrutura conhecida pelo Vasco. A decisão definitiva agora está nas mãos da Conmebol.
Se a entidade autorizar São Januário, o Vasco poderá receber o Boca Juniors no estádio. Caso contrário, terá de buscar outra alternativa. O impasse vai além da escolha do palco e envolve questões esportivas, financeiras e jurídicas para o clube.
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