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Vanderlan, lateral ex-Palmeiras, é submetido a cirurgia no cérebro para tratar doença rara

Jogador de 23 anos do Red Bull Bragantino passou por procedimento em hospital de São Paulo para tratar Malformação Arteriovenosa Cerebral

22 jan 2026 - 14h08
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O lateral-esquerdo Vanderlan, ex-Palmeiras e atualmente no Red Bull Bragantino, foi submetido a uma cirurgia no cérebro para o tratamento de MAV Cerebral (Malformação Arteriovenosa). O procedimento foi realizado na terça-feira, 20, no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Estima-se que 10 a cada 100 mil pessoas no mundo são diagnosticadas com a doença.

"Clube, atleta e familiares optaram pela realização da cirurgia, que foi realizada nesta terça pelo Dr. Feres Chaddad, referência em MAV na América Latina. O procedimento foi bem sucedido. Vanderlan passa bem e inicia em breve o período de recuperação, para retorno à prática esportiva nos próximos meses", escreveu o Bragantino.

Natural da Bahia, Vanderlan foi revelado nas categorias de base do Palmeiras e subiu aos profissionais em 2021, ano em que fez parte do elenco que conquistou a Libertadores. O lateral também ajudou o clube a se sagrar tricampeão Paulista (2022, 2023 e 2024), bicampeão Brasileiro (2022 e 2023) e campeão da Supercopa (2023). Ele disputou 108 partidas e marcou um gol.

Vanderlan foi negociado com o Bragantino em agosto de 2025, após a disputa do Mundial de Clubes da Fifa. O jogador tem contrato com a equipe do interior paulista até 2030.

O que é a MAV Cerebral?

Conhecida por ser uma alteração do sistema vascular rara e extremamente difícil de diagnosticar e tratar, a MAV cerebral, é caracterizada por um enovelado de artérias e veias malformadas e de diferentes tamanhos, cujo formato se assemelha a uma bola de lã.

Em condições normais, as artérias transportam o sangue com oxigênio do coração para o cérebro e as veias levam o sangue sem oxigênio de volta para os pulmões. A ligação entre arteiras e veias se dá por meio de pequenos vasos sanguíneos chamados capilares. Com a MAV, esse sistema é alterado de forma que há uma ligação anômala direta entre uma artéria e uma veia sem a interposição dos capilares, o que pode causar o roubo de fluxo sanguíneo em torno dos tecidos cerebrais adjacentes.

Ao deixar essas áreas do cérebro desnutridas, elas atrofiam e começam a perder a função. Além disso, esses vasos malformados estão propensos à ruptura. Caso isso ocorra, forma-se um coágulo cerebral decorrente do sangramento (hemorragia) dentro do cérebro.

Quando sintomática, a MAV pode manifestar sintomas clássicos, como cefaleia, tontura, perda da visão, convulsões, déficit cognitivo (falta de atenção, problemas de memória, dificuldade nos estudos ou trabalho), déficits motores, com ou sem alteração sensitiva. Os sintomas podem ser decorrentes do roubo de fluxo sanguíneo de áreas cerebrais adjacentes à MAV ou de um sangramento após a ruptura da MAV. No entanto, pode também haver sangramento extenso fatal e, nesse caso, a MAV PODE ser identificada após o óbito.

Estadão
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