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Futebol

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Uefa pode tentar destituir Infantino caso presidente da Fifa não renuncie

De acordo com o The Telegraph, entidade prepara um ultimato ao presidente mesmo após a desistência da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE)

1 ago 2026 - 12h28
(atualizado às 14h16)
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A crise envolvendo Gianni Infantino pode ganhar um novo capítulo. Segundo o jornal britânico The Telegraph, a Uefa prepara um ultimato ao presidente da Fifa: renunciar ao cargo ou enfrentar um processo para destituição.

De acordo com a publicação, as 55 associações nacionais filiadas à entidade europeia votariam pela destituição do dirigente suíço caso ele decida permanecer no cargo. A Uefa precisa do apoio de 43 federações para convocar a votação.

A informação foi publicada um dia depois de a Fifa desistir da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), projeto idealizado por Infantino que previa a entrada de investidores privados nos ativos comerciais das principais competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo.

Neste sábado, a Uefa já havia elevado o tom em um comunicado oficial. Além de comemorar o recuo da Fifa, a entidade afirmou que a atual liderança da organização "perdeu não apenas a confiança da Uefa, mas também a de muitos outros membros da família do futebol". A confederação também cobrou uma revisão "profunda e estrutural" da governança da Fifa.

Ainda segundo o The Telegraph, a pressão sobre Infantino aumentou ao longo da sexta-feira. Carlos Cordeiro, assessor sênior do presidente da Fifa, deixou o cargo em protesto contra a proposta. Pouco depois, o diretor de operações da entidade, Kevin Lamour, afirmou que funcionários da Fifa haviam sido "enganados" durante o processo.

A publicação afirma que a resistência ao projeto provocou uma rebelião dentro da própria Fifa. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o movimento passou a ser chamado internamente de "Kill the Monster" ("Mate o Monstro"), em referência aos esforços para impedir que a proposta fosse levada adiante.

A reportagem também destaca que o plano perdeu força quando as confederações passaram a se posicionar contra a proposta. A Uefa chegou a acusar a Fifa de tentar "vender a alma do futebol" e aprovou, por unanimidade, a possibilidade de boicotar competições da entidade caso o projeto avançasse. Em seguida, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) também rejeitaram o projeto.

Com a resistência das três confederações, Infantino deixou de reunir apoio suficiente entre as 211 associações nacionais filiadas à Fifa para levar o projeto adiante e anunciou sua retirada.

O jornal britânico afirma ainda que a pressão extrapolou o ambiente do futebol. O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, defendeu que Infantino deixe a presidência da Fifa. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerado um aliado do dirigente suíço, afirmou que não foi consultado sobre a proposta.

A publicação também cita a manifestação de Ashish Prashar, estrategista político ligado ao futebol, que apoiou a iniciativa da Uefa de tentar afastar Infantino.

"Infantino coordenou uma tentativa de roubar e destruir o futebol para encher os próprios bolsos. É fundamental que isso não apenas seja interrompido, mas que nunca mais tenha a chance de voltar a acontecer — começando pela saída do próprio Infantino", afirmou.

Até o momento, a Fifa não se pronunciou sobre a possibilidade de uma votação para destituir Gianni Infantino.

Estadão
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