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Futebol

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UEFA detona decisão da FIFA sobre Balogun e apoia recurso da Bélgica antes das oitavas

Entidade europeia classificou a liberação do atacante dos Estados Unidos como "incompreensível" e alertou para riscos à credibilidade da Copa do Mundo

6 jul 2026 - 08h40
(atualizado às 09h31)
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Balogun após advertência e cartão vermelho em partida entre EUA e Bósnia
Balogun após advertência e cartão vermelho em partida entre EUA e Bósnia
Foto: Charlotte Wilson/Getty Images / Esporte News Mundo

A polêmica envolvendo o atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos, ganhou mais um capítulo às vésperas das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Depois de a FIFA suspender a punição que impediria o jogador de atuar contra a Bélgica, a UEFA divulgou um duro comunicado criticando a decisão da entidade máxima do futebol e defendendo que as regras do torneio sejam respeitadas.

Enquanto isso, segundo informou o The Athletic, a Federação Belga conseguiu o direito de recorrer oficialmente da decisão da FIFA. A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) e a US Soccer têm até as 13h (horário de Brasília) desta segunda-feira para apresentar seus argumentos, poucas horas antes do duelo entre as seleções, marcado para Seattle.

Ainda de acordo com o veículo, um integrante do Comitê de Apelações da FIFA foi designado para analisar o caso, embora não exista garantia de que uma decisão definitiva seja anunciada antes do início da partida.

UEFA afirma que FIFA "ultrapassou uma linha vermelha"

Em nota oficial, a UEFA demonstrou surpresa com a decisão de suspender, em caráter probatório, a aplicação da suspensão automática de um jogo decorrente do cartão vermelho recebido por Balogun.

A entidade afirmou que a punição prevista no Código Disciplinar da FIFA não depende de interpretação ou julgamento posterior e que abrir uma exceção durante a Copa do Mundo coloca em risco a credibilidade da competição.

"A decisão de suspender a aplicação da suspensão automática de uma partida após o cartão vermelho ultrapassou uma linha vermelha", afirmou a UEFA.

A confederação europeia também ressaltou que vários atletas já cumpriram suspensões automáticas durante o torneio e que conceder tratamento diferente a Balogun cria um precedente considerado perigoso.

"Quando a certeza das regras deixa de ser garantida pelos seus próprios guardiões, a integridade do jogo fica ameaçada e a credibilidade da competição é comprometida", afirmou a UEFA.

No encerramento do comunicado, a UEFA classificou a decisão como "sem precedentes, incompreensível e injustificável", manifestando incredulidade com a postura adotada pela FIFA.

Entenda o caso Balogun

A controvérsia começou após Balogun ser expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina. Pelo regulamento disciplinar da FIFA, o atacante deveria cumprir suspensão automática nas oitavas de final.

No entanto, após um movimento liderado pela US Soccer, que alegou erros na utilização do VAR durante o lance da expulsão, a FIFA decidiu suspender temporariamente a aplicação da punição. Segundo o The Athletic, a mobilização contou até mesmo com a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que entrou em contato com Gianni Infantino para discutir o episódio.

A decisão revoltou a Federação Belga, que considera a medida uma ameaça à igualdade de tratamento entre as seleções. O técnico Rudi Garcia já havia criticado a postura da FIFA, enquanto a RBFA afirmou que seu recurso busca preservar "a ética e a credibilidade do futebol".

Esporte News Mundo
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